Política · Economia

Nem a mídia consegue mais esconder o fiasco econômico de Temer

Durante a cúpula dos BRICs, em Goa, na Índia, o presidente Michel Temer afirmou que a economia brasileira voltou aos trilhos. Antes disso, em Washington, Henrique Meirelles, havia apontado sinais de volta à normalidade.

Não é isso, no entanto, o que apontam os indicadores econômicos. Desde que a dupla chegou ao poder, em 13 de maio deste ano, há exatos 157 dias, todos os dados relevantes da economia – emprego, renda, produção, consumo, investimentos – vêm se deteriorando. E, ao que tudo indica, o Brasil ainda não chegou ao fundo do poço.

Se antes a mídia amiga, que apoiou o golpe parlamentar de 2016, conseguia exaltar a volta da confiança, ela própria, discretamente, começa a apontar o fiasco da política econômica atual.

Foi o que fez Valor Econômico, em reportagem desta segunda-feira. No setor privado já há instituições financeiras relevantes começando a incorporar em seus cenários a previsão de volta do crescimento apenas no primeiro trimestre do ano que vem e não mais no fim de 2016, informa Fábio Graner. Os dados correntes frustram bastante e colocam em dúvida a intensidade da recuperação cíclica que a economia deve passar no ano que vem, diz, na reportagem, o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e pesquisador do Ipea, Manoel Pires.

No entanto, nenhum dado é tão eloquente como a queda da arrecadação em setembro, que terá tombo superior a 7%. Isso significa que Temer e Meirelles, embora tenham ampliado o rombo fiscal de R$ 70 bilhões para R$ 170 bilhões, terão dificuldade para cumprir sua própria meta ampliada de déficit em 2016.

Evidentemente, os dois atribuirão seus maus resultados à herança maldita de Dilma Rousseff, presidente que foi sabotada desde a sua vitória eleitoral de 2014. Esse discurso, no entanto, tem prazo de validade.

Fonte: Brasil247

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão