Política · Justiça

Cármen Lúcia decide hoje se suspende a reforma trabalhista; ela disse que ouviria o clamor das ruas

Será que vai cumprir a promessa ou vai mostrar mais uma vez que o STF é parte da quadrilha?

Depois de rejeitar recursos que pediam a suspensão da votação da denúncia contra Michel Temer, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, será fiadora de outra importante questão para o Palácio do Planalto: a continuidade do trâmite da reforma trabalhista no Senado. A magistrada comprometeu-se a dar uma posição ainda nesta 2ª feira (10.jul.2017), véspera da possível votação da reforma trabalhista no Senado.

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A presidente do STF recebeu na manhã de 2ª senadores do PT em seu gabinete. Eles pedem a suspensão da tramitação do projeto por 20 dias. Alegam que a proposição foi apresentada sem 1 estudo sobre seu impacto orçamentário. Na semana passada, 9 senadores do partido apresentaram ação na Corte (leia a íntegra).

“Uma proposição legislativa deve vir acompanhado de uma estimativa do impacto orçamentário e financeiro. Se não vier do impacto orçamentário e financeiro, 1/5 dos senadores apresenta um requerimento que susta a tramitação da votação desse projeto por 20 dias (…). Estamos muito confiantes porque está expresso [na lei]”, disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) ao final do encontro

Para os petistas, os aliados do Planalto na Casa encampam a estratégia de 1 governo com data marcada para acabar. Temer pede aos senadores que não alterem o texto da casa, sob promessa de alterar o projeto por meio de medidas provisórias e vetos presidenciais.

“Ao invés de o Senado Federal fazer valer seu direito constitucional modificando a proposta e devolvendo para a Câmara, resolve recomendar veto a 1 presidente que ninguém sabe se amanhã continuará presidente”, afirmou o senador José Pimentel (PT-CE).

“Fizeram um acordo com o governo sobre vetos (…) é um absurdo a maioria dos senadores se fiarem a um acordo com esse presidente que pode não ser presidente daqui a 15 dias”, declarou Lindbergh.

Fonte: poder360

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