Brasil

Petrobras transforma plataforma em sucata pra entregar de graça a gringos

Defensora da legislação que, na prática, destruiu a indústria de conteúdo nacional, a Petrobras, presidida por Pedro Parente sob o governo Michel Temer, cometeu o maior exemplo da destruição da produção de conteúdo pelo País.

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Há cerca de dois meses, a estatal mandou transformar em sucata duas plataformas no estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, que pertence à Ecovix, do grupo Nova Engevix. As plataformas foram encomendadas pela própria Petrobras.

Nesta semana, a Justiça suspendeu o sucateamento, com base em pedido formulado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande. O presidente do sindicato, Benito Gonçalves, sustenta que uma das plataformas estava praticamente pronta, faltando apenas três blocos para terminá-la.

As duas plataformas devem render cerca de 70 mil toneladas. Os cortes deverão seguir para a Gerdau, que vai receber de volta o material que vendeu para a construção das embarcações.

No total, a Ecovix recebeu uma encomenda de oito plataformas da Petrobras. Foram entregues cinco, das quais duas foram subcontratadas e supervisionadas pela empresa na China.
Faltam, portanto, três a serem concluídas.

Uma delas, a mais adiantada, a P71, que tem toda estrutura de aço pronta, recebeu investimento de US$ 220 milhões. Foi produzida em Rio Grande, com o apoio da chinesa Cosco, gerando empregos para milhares de pessoas. O simples sucateamento proposto custará US$ 40 milhões para a Petrobras, um valor com o qual a estatal não conseguirá contratar outra no mercado.

O estaleiro em Rio Grande, considerado um melhores do mundo em sua categoria, vale hoje cerca de US$ 1 bilhão. A Petrobras tinha compromisso formal de contratar outras quatro plataformas, necessários para que o investimento fosse amortizado, mas em dezembro do ano passado, cancelou os pedidos.

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Vale destacar que o processo de construção de plataformas pela China não tem qualquer influência do Brasil. No país asiático, não há encargos sociais, sindicatos, a mão de obra é bem mais barata e o padrão de segurança inaceitável pela própria Petrobras no Brasil.

Fonte: Brasil247

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