Política · Justiça

Temer faz barulho com Battisti para que esqueçam malas de dinheiro

Ao tentar anular o decreto de asilo político concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao italiano Cesare Battisti, Michel Temer recorre a uma clássica manobra diversionista: tenta ocupar o noticiário com um novo assunto, para que ninguém mais fale das denúncias de propinas e malas de dinheiro a seus colaboradores mais próximos, como Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures, enquanto seu caso é apreciado pela Câmara dos Deputados; "A revisão da decisão presidencial não é mais possível, devido ao decurso do prazo e ao fato de não haver qualquer vício na conclusão final, como reconhecido pelo próprio Supremo Tribunal Federal", lembra a defesa de Battisti


12 de Outubro de 2017 às 09:15 // TV 247 no Youtube

247 – Cesare Battisti era um caso encerrado. Ninguém mais tocava no assunto até que Michel Temer, que conquistou o poder por meio de um golpe parlamentar, decidisse anular um ato juridicamente perfeito, tomado por um governo legítimo e validado pelo Supremo Tribunal Federal.

Por que motivo? Qual a lógica?

Basicamente, para ocupar o noticiário.


Ao tentar anular o decreto de asilo político concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Battisti, Temer recorre a uma clássica manobra diversionista: tenta mudar de assunto para que ninguém mais fale das denúncias de propinas e malas de dinheiro a seus colaboradores mais próximos, como Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures, enquanto seu caso é apreciado pela Câmara dos Deputados.

Abaixo, nota da defesa de Battisti:

“Acerca das notícias sobre uma suposta revogação do refúgio concedido a Cesare Battisti, sua defesa entende ser imprescindível sua manifestação prévia em qualquer procedimento tendente a reabrir a discussão sobre sua extradição. EBattisti sequer foi intimado para isso.


A revisão da decisão presidencial não é mais possível, devido ao decurso do prazo e ao fato de não haver qualquer vício na conclusão final, como reconhecido pelo próprio Supremo Tribunal Federal.

A prescrição da pretensão punitiva pelos crimes a ele imputados no país de nascimento também impede sua extradição.

Confia-se, assim, que o Presidente da República, conhecido professor de Direito Constitucional, respeitará as normas brasileiras, mesmo diante de pressões políticas internas e externas.”

Fonte: Brasil247

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