Novo chefe da PF foi escolhido para evitar descoberta de novos bunkers como o de Geddel

A nomeação do delegado Fernando Segovia para comandar a Polícia Federal foi pessoalmente patrocinada por Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil de Michel Temer, apenas horas depois de a Polícia Federal ter encontrado R$ 51 milhões em um apartamento na Bahia atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), na maior apreensão de dinheiro em espécie da história.
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Segundo reportagem de Camila Matoso e Marina Dias, da Folha de S. Paulo, na cúpula da PF, as articulações de Padilha foram compreendidas como se ele estivesse com receio de onde as investigações poderiam chegar.
A pressão do ministro da Casa Civil em prol de Segóvia irritou o ministro da Justiça, Torquato Jardim, que inicialmente defendia o nome de Rogério Galloro -número dois da PF- para o lugar de Leandro Daiello.
Nos bastidores, o ministro da Justiça explicou que seu recuo se devia à grande especulação para nomear Segóvia e acertou a permanência de Daiello para que isso não ocorresse.
Segundo auxiliares de Temer, porém, o presidente havia decidido por Segóvia após ter sido aconselhado por diversos aliados políticos que esperavam uma mudança de perfil da PF no comando das investigações.
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Fernando Segóvia foi superintendente da PF no Maranhão e é ligado ao ex-presidente José Sarney, que também apelou junto a Temer por sua nomeação.
Fonte: Brasil247

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