Temer oferece Ministérios a bandidos que votarem pela Reforma da Previdência

Sem apoio suficiente para garantir a aprovação da reforma da Previdência, Michel Temer decidiu usar novamente a máquina pública em troca de votos. Ele condiciou a reforma ministerial, que pode mexer em 17 ministérios, aos votos dos partidos aliados na aprovação, até dezembro, da retirada de direitos dos trabalhadores.
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Temer quer deixar as trocas na equipe acertadas, mas só entregar efetivamente cargos para o Centrão ou outras siglas após conferir o painel de votação. A estratégia do "toma lá dá cá" foi definida para evitar surpresas de última hora. O Palácio do Planalto avalia que, se a Câmara não aprovar a reforma da Previdência até dezembro – deixando para o Senado votar em fevereiro –, nada mais passará em 2018, ano eleitoral.
O texto inicial, mais ambicioso, precisou ser desidratado. Atualmente, a negociação se concentra em fixar idade mínima para a aposentadoria e unificar as regras do funcionalismo público com as da iniciativa privada. Por se tratar de uma emenda constitucional, o texto terá de ser aprovado – em duas votações – por, pelo menos, 308 deputados.
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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a intenção de Temer, dizendo que pode atrapalhar a recuperação econômica do País e até mesmo o ambiente político. "Olhando de longe, acho que vai parar o governo. Trocar todos os ministros no final do ano, momento em que as ações mais importantes estão em andamento, vai dar um freio na execução de bons projetos", avaliou Maia.
Fonte: Brasil247

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