Após receber milhões de Temer sem licitação, dono da Folha comemora condenação de Lula

Em artigo publicado em primeira pessoa neste domingo, Otávio Frias Filho, dono da Folha, considera positiva a realização de uma eleição presidencial sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera todas as pesquisas e poderia vencer em primeiro turno. Segundo Frias, o Brasil terá agora uma eleição "menos crispada", sem atentar para o fato de que o País, agora não mais uma democracia, terá apenas um simulacro de eleição, sem respeito à soberania popular.
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"Com Lula fora de cena, mas atuante no pano de fundo, talvez seja menos crispado um processo eleitoral que se previa belicoso", diz Frias. No seu artigo, ele também prevê a queda de Jair Bolsonaro. "A melhora que estará em curso na economia deve disseminar um fator de bem-estar relativo na população. São efeitos que desfavorecem a candidatura de um ultraconservador como Jair Bolsonaro (PSC-RJ, com pouco menos de 20% das intenções), cuja ascensão costuma acontecer em cenários de crise econômica e polarização aguda, o que não está no horizonte", afirma.
Voz do establishment, Frias afirma que quem, hoje, representa este campo é o governador paulista Geraldo Alckmin. "O candidato que galvaniza nesta fase o establishment (os economistas liberais, a direita moderada, os conservadores civilizados) é o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin. Acreditam que a federação de centro-direita que administra o país há dois anos cedo ou tarde virá por gravidade para sua candidatura um tanto anódina, e que o eleitorado, cansado de tantos fogos de artifício, fará uma escolha moderada e sóbria", afirma.
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No entanto, Frias reconhece fragilidades no político paulista. "Caso Alckmin continue a exibir números anêmicos nas pesquisas, no entanto, nada impede que esse bloco liberal-conservador o abandone, optando pela candidatura de Marina Silva (Rede) ou de algum outsider conhecido do público e lançado diretamente ao centro da arena. A política, porém, é uma profissão como qualquer outra, e são raros, apesar dos estranhos tempos que correm, os amadores que não sucumbem em seus pântanos."
Fonte: Brasil247

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