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O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação penal contra o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, o ex-CEO da Combat Armor Defense, Maurício Junot, e outros seis indivíduos, acusando-os de fraude na compra de 15 veículos blindados, popularmente conhecidos como "caveirões", que acabaram sendo considerados inúteis para a corporação.
Segundo declarações do procurador Eduardo Benones, a ação penal foi motivada por crimes ligados a licitações fraudulentas, com a operação Mega Therion servindo de base para as investigações. Neste contexto, foi solicitada a prisão preventiva de Maurício Junot, atualmente foragido e na lista da Interpol. A fraude envolveu a aquisição de veículos ao custo de R$ 13 milhões, posteriormente avaliados como ineficazes após testes balísticos.
Esta investigação ganhou impulso após reportagens indicarem possíveis irregularidades nas licitações, culminando em uma inspeção realizada pelo Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do MPF no Rio de Janeiro na sede da Superintendência da PRF. Ali, encontraram-se veículos blindados sem uso devido a falhas técnicas.
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O MPF aponta que o volume de negociações entre a PRF e a Combat Armor pode ter ultrapassado os R$ 100 milhões. Além disso, revelou-se que Vasques, durante sua gestão, teria interferido nas eleições de 2022, focando operações em regiões do Nordeste, favoráveis ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, contrariando a isonomia do pleito.
Mais do que uma questão de fraude em licitações, a CPI do 8 de Janeiro revelou que Vasques possuía em seu celular imagens que faziam apologia ao nazismo, ao fascismo e ao bolsonarismo, incluindo referências a Adolf Hitler e Benito Mussolini, desvendando um perfil preocupante do ex-diretor da PRF.
Com informações do DCM
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