945 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O retorno de Jair Bolsonaro à Superintendência da Polícia Federal, após uma breve e estratégica internação hospitalar, foi recebido com entusiasmo por brasileiros que aproveitavam o feriado de Ano Novo. Em uma transmissão ao vivo do telejornal "Meio-Dia Paraná", da RPC (afiliada da TV Globo), a satisfação popular ficou evidente. Ao ser questionado sobre o clima na praia, um veranista não hesitou em declarar que a combinação de sol e mar só era superada pela imagem de Bolsonaro cumprindo sua pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
Essa manifestação espontânea de "lavagem de alma" da população contrasta drasticamente com o isolamento do clã Bolsonaro. Enquanto o ex-presidente voltava para a cela em Brasília, seu filho Flávio Bolsonaro foi flagrado desfrutando de festas luxuosas em Orlando, nos Estados Unidos. A ostentação do senador em áreas VIP, ignorando o suposto estado de saúde crítico do pai, alimentou críticas até mesmo entre seguidores da extrema direita, evidenciando que a prioridade da prole é a manutenção da vida de privilégios com o dinheiro dos "patriotários".
A desunião familiar também se tornou pública nesta virada de ano. Apesar de Flávio ter anunciado que passaria o réveillon com o irmão Eduardo, não houve registros do encontro. O que se vê é uma disputa feroz pelo espólio político do patriarca. Michelle Bolsonaro, que trava uma queda de braço com os enteados pela sucessão eleitoral, agora é obrigada a cumprir o papel de esposa dedicada visitando a prisão, enquanto nos bastidores tenta reverter a indicação de Flávio como candidato à presidência em 2026.
Os dados das redes sociais confirmam que a narrativa vitimista do clã está em franco declínio. O engajamento da extrema direita desmoronou, e as postagens dos filhos do ex-presidente agora são inundadas por cobranças sobre as "rachadinhas" e as milícias. O contraste é gritante: parlamentares de esquerda apresentam crescimento orgânico, enquanto o clã precisa de manobras e dramas médicos forjados para tentar manter a relevância de um movimento que parece ter perdido o fôlego diante da aplicação rigorosa da lei.
Juridicamente, o ministro Alexandre de Moraes manteve a firmeza ao negar a prisão domiciliar. Moraes destacou que o hospital serviu apenas para procedimentos eletivos e que o quadro clínico era de plena melhora, não justificando qualquer benefício humanitário. O magistrado reforçou que Bolsonaro já tentou destruir sua tornozeleira eletrônica e planejou fugas, o que torna o regime fechado a única opção viável para garantir que o condenado responda por seus crimes contra as instituições democráticas.
A imagem do banhista celebrando "Bolsonaro preso" em rede nacional resume o sentimento de grande parte do país que deseja ver a justiça prevalecer. Enquanto o ex-mandatário se ajusta novamente à rotina da carceragem da PF, seus herdeiros políticos lidam com o cancelamento digital e com o esfacelamento de uma liderança que, agora, só consegue atrair a atenção pelas páginas policiais e pelo descaso evidente entre seus próprios familiares.
Assista ao vídeo:
“Tão curtindo, tão aproveitando?”
— Ricardo S (@RickSouza) January 1, 2026
“Uma maravilha, né? Sol, mar gostoso, Bolsonaro preso, não tem nada melhor do que isso” pic.twitter.com/7VflteLT38