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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira a Operação Vassalos, um duro golpe contra a engrenagem de corrupção que utiliza emendas parlamentares para saquear os cofres públicos. Os alvos centrais são o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho. Conhecido por seu camaleonismo político, Bezerra Coelho foi líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado, consolidando-se como um dos principais operadores de um sistema que agora é investigado por desvios bilionários, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apura o direcionamento de licitações da Codevasf e de prefeituras para beneficiar a Liga Engenharia, empresa ligada a familiares de Fernando Bezerra Coelho. Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em estados como Pernambuco, São Paulo, Bahia, Goiás e no Distrito Federal. O esquema revela a face mais perversa do bolsonarismo institucional: o uso de recursos públicos, que deveriam servir à população, para o enriquecimento ilícito de clãs políticos e pagamento de propinas.
Dados do Portal da Transparência mostram que a empresa investigada recebeu cerca de R$ 74 milhões provenientes do famigerado "orçamento secreto" entre 2019 e 2024. Esse mecanismo, amplamente utilizado durante a gestão anterior para comprar apoio político, serviu de combustível para a fraude em licitações e a ocultação de patrimônio. A PF aponta que o grupo atuava de forma coordenada para frustrar o caráter competitivo dos certames, garantindo que o dinheiro das emendas do relator ficasse "em família", alimentando uma estrutura de poder baseada no peculato.
A Operação Vassalos expõe como as emendas parlamentares foram sequestradas por agentes públicos e privados para a prática de crimes licitatórios diversos. Segundo a nota oficial da PF, os valores desviados eram utilizados para o pagamento de vantagens indevidas, confirmando que a "mamata" nunca acabou para aqueles que operavam o orçamento sob as sombras. Enquanto o país tenta se reconstruir, os rastros de corrupção deixados pelos líderes do governo Bolsonaro continuam vindo à tona, exigindo uma limpeza profunda nas instituições.
O envolvimento da Codevasf — estatal que se tornou símbolo de loteamento político e suspeitas de superfaturamento nos últimos anos — reforça a gravidade do esquema. O direcionamento das obras para a Liga Engenharia era o passo final de uma jornada criminosa que começava na indicação da emenda em Brasília e terminava no desvio de recursos no interior do Nordeste. Para quem repudia o bolsonarismo, esta operação é mais uma prova de que a moralidade pregada pelo clã e seus aliados era apenas uma fachada para esconder esquemas profissionais de corrupção.
Com a autorização do STF, a Polícia Federal agora busca consolidar as provas que liguem diretamente o deputado e o ex-senador ao comando da organização. A apreensão de documentos e equipamentos nos endereços dos investigados é fundamental para mapear o destino final do dinheiro lavado. A sociedade brasileira aguarda que o rigor da lei alcance os responsáveis pelo desvio de R$ 74 milhões, reafirmando que o tempo da impunidade para os "vassalos" do poder paralelo está chegando ao fim.
Com informações do UOL
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