PL torra R$ 484 mil em quatro meses para bancar salários do clã Bolsonaro e aliados

Portal Plantão Brasil
14/6/2026 09:54

PL torra R$ 484 mil em quatro meses para bancar salários do clã Bolsonaro e aliados

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Enquanto discursa publicamente contra o uso de verbas estatais, o Partido Liberal opera um verdadeiro cabide de empregos VIP para manter financeiramente o núcleo político de Jair Bolsonaro. Dados parciais da prestação de contas da legenda apontam que, somente entre janeiro e abril de 2026, a sigla desembolsou ao menos R$ 484 mil para remunerar familiares, ex-ministros e antigos assessores do ex-presidente. Essa farra com o dinheiro do contribuinte é integralmente garantida pelo Fundo Partidário, uma vez que a legenda, dona da maior bancada da Câmara dos Deputados, faturou cerca de R$ 193 milhões em repasses públicos no ano anterior e agora usa a dinheirama para sustentar a cúpula bolsonarista.

A engrenagem de distribuição dessas benesses prioriza a própria família do ex-capitão, que recebe cifras expressivas sob a justificativa de cargos institucionais ou prestação de serviços. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, atual presidente nacional do PL Mulher, lidera o ranking de faturamento ao embolsar R$ 101,5 mil no primeiro trimestre do ano, usufruindo de um generoso salário mensal de R$ 33,8 mil. Logo atrás aparece o vereador carioca Carlos Bolsonaro, cotado como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, que garantiu R$ 83,5 mil no mesmo período por supostos serviços técnico-profissionais prestados à legenda. Outro grande beneficiário é o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que, após recuar de suas pretensões eleitorais, foi acolhido com um salário bruto de R$ 38 mil (R$ 27,8 mil líquidos) para atuar na articulação municipal da sigla.

Além do clã familiar, a folha de pagamento do partido funciona como um abrigo financeiro para a antiga estrutura ministerial e o aparato de comunicação digital do governo anterior. O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recebeu R$ 65,9 mil sob o pretexto de acompanhar políticas públicas do setor, enquanto o coronel André Costa, ex-chefe da Secom da Presidência, abocanhou R$ 66,1 mil. O esquema de proteção estende-se ainda a figuras ligadas ao aparato digital de Bolsonaro, como o ex-assessor Tércio Arnaud Tomaz, que faturou R$ 44,8 mil, e sua esposa Bianca Arnaud, contratada por R$ 23,3 mil. Antigas assessoras dos generais Walter Braga Netto e Luiz Eduardo Ramos completam o time de aliados que encontrou nos cofres do PL uma forma de manter seus rendimentos de luxo à custa dos cofres partidários.

Com informações do jornal O Globo

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