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Os bastidores do futebol mundial viraram um verdadeiro campo de batalha contra a ganância do capital especulativo. Em uma reação histórica e contundente, a União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) abriu uma guerra institucional contra a Fifa e discute abertamente a possibilidade de retirar seus clubes e seleções das principais competições do planeta, o que inclui um boicote sem precedentes à Copa do Mundo e ao Mundial de Clubes. A revolta europeia estourou após a federação internacional avançar com um plano nefasto para transferir suas operações comerciais e seus torneios mais valiosos para uma empresa privada, submetendo o esporte mais popular do mundo à lógica fria e predatória do mercado financeiro.
O estopim do conflito é o projeto de criação da Fifa Forward Enterprise, uma companhia avaliada em astronômicos 20 bilhões de dólares que passaria a concentrar e negociar os direitos de transmissão, patrocínios e marcas da Copa do Mundo, abrindo espaço para a entrada de megainvestidores privados através da venda de participações. A UEFA disparou um manifesto contundente alertando que a iniciativa cruza uma linha vermelha intolerável na administração esportiva global e convocou federações nacionais, ligas, atletas e torcedores a barrarem o avanço da privatização. Caso o boicote coordenado pelas 55 federações europeias se concretize, os bilionários planos da Fifa vão derreter, esvaziando o brilho técnico e o apelo comercial de seus principais espetáculos.
Essa disputa escancara como o rentismo e a ganância corporativa tentam sequestrar a paixão do torcedor para transformá-la em meros ativos financeiros negociáveis em bolsas de valores. Além da entrega dos direitos comerciais ao capital estrangeiro, a expansão desenfreada de torneios como o novo Mundial de Clubes de 32 equipes — criado pela Fifa para rivalizar diretamente com a bilionária Liga dos Campeões da UEFA — sobrecarrega de forma desumana o calendário dos jogadores, aumentando o risco de lesões em nome do lucro imediato. O posicionamento altivo da UEFA sinaliza que o futebol europeu não vai se curvar ao arbítrio de cartolas que tentam mercantilizar a história do esporte, travando uma trincheira essencial pela preservação da identidade popular do esporte.
Com informações do BBrasil247
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