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Investigações da Polícia Federal revelam que o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) operava como suposto intermediário em negociações que envolviam o gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal. Mensagens interceptadas pelos investigadores mostram o parlamentar confirmando a terceiros que "falou, despachou e pediu" diretamente ao magistrado sobre pelo menos duas ações judiciais em andamento no tribunal, utilizando o peso do seu mandato político e a retórica religiosa para vender facilidades judiciais.
O esquema funcionava em sintonia com a advogada Mariângela Fialek, a "Tuca", ex-assessora na Câmara que captava as causas milionárias e cobrava retornos imediatos do político extremista. Nas conversas periciadas, Fialek pressionava o parlamentar por resultados e atualizações sobre o andamento dos pedidos junto a Nunes Marques. Em sua decisão, o ministro Flávio Dino destacou que o deputado bolsonarista, mesmo sem habilitação para advogar, usava a ascendência da função parlamentar para criar a falsa percepção de que controlava decisões do Poder Judiciário em troca de vantagens indevidas.
O avanço das apurações comprova o padrão sistemático de atuação do operador ligado ao bolsonarismo na venda de ilusões e facilidades em Brasília. A PF reiterou no relatório que não há indícios de conduta ilícita por parte de Nunes Marques, figurando o magistrado apenas como alvo da falsa influência comercializada por Cezinha de Madureira e por sua esposa, a advogada Valéria Linhares, em mais um escândalo que encurrala os aliados do ex-presidente.
Com informações da Folha da São Paulo
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