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Em uma ofensiva decisiva para garantir a transparência e barrar manobras no Supremo Tribunal Federal, o decano Gilmar Mendes enquadrou o ministro André Mendonça e exigiu acesso irrestrito aos dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Gilmar enviou um ofício direto ao presidente da Corte, Edson Fachin, cobrando que todos os magistrados recebam o conteúdo completo do telefone antes da sessão decisiva marcada para a próxima terça-feira. Para o decano, reter o material sob o controle exclusivo do gabinete de Mendonça fere brutalmente o equilíbrio do tribunal e compromete a igualdade entre os ministros no julgamento.
Demonstrando firmeza contra a postura do relator, Gilmar Mendes deixou claro que, caso Mendonça se recuse ou imponha barreiras para disponibilizar as informações, Fachin deve acionar imediatamente a Polícia Federal para requisitar as cópias em caráter de urgência. A posição do decano reforça a pressão iniciada pelo ministro Cristiano Zanin e acompanhada por Alexandre de Moraes, que já haviam denunciado a absurda assimetria no acesso aos documentos. Os ministros exigem examinar o conjunto real das provas, rejeitando qualquer tentativa de apresentação de sínteses parciais ou seleções intencionais que possam distorcer a verdade.
Diante do cerco que se fecha nos bastidores de Brasília, André Mendonça tentou se esquivar alegando que o aparelho físico permanece sob custódia da Polícia Federal e que seu gabinete mantém apenas uma mídia lacrada como cópia de segurança. A justificativa, no entanto, não convenceu os demais integrantes da Corte. Zanin rebateu ressaltando que o sigilo formal não justifica esconder os dados do próprio colegiado, sobretudo quando a própria defesa do banqueiro investigado já teve acesso ao material. No mesmo tom, Alexandre de Moraes cravou que não cabe ao relator selecionar o que os pares podem ou não analisar.
A batalha pelos dados brutos escancara o clima de tensão no Supremo às vésperas do julgamento sobre as mensagens trocadas entre o ex-dono do Banco Master e autoridades da República. A articulação firme de Gilmar, Zanin e Moraes busca desarmar narrativas e assegurar que manobras políticas não se sobreponham à imparcialidade da Justiça. Com a Polícia Federal pronta para intervir por ordem da presidência do STF, o colegiado sinaliza que não aceitará um jogo de cartas marcadas e que o conteúdo integral do celular virá à tona para o julgamento definitivo.
Com informações do Brasil247
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