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Investigações da Polícia Federal revelaram que um grupo operado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro invadiu sistemas sigilosos do Ministério Público Federal para monitorar adversários e acompanhar apurações envolvendo suas instituições financeiras. O acesso ilegal aos dados ocorria por meio de logins funcionais de servidores públicos, alimentando uma rede clandestina voltada para a produção de dossiês e intimidação de alvos de interesse do banqueiro.
De acordo com o relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal, as operações de espionagem e coação eram coordenadas por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que recebia R$ 1 milhão por mês do ex-banqueiro para liderar a milícia privada chamada "A Turma". As trocas de mensagens recuperadas pela perícia mostram pedidos diretos de Vorcaro para a obtenção de dados sigilosos, com foco especial em procedimentos que cruzavam informações entre o BRB e o Banco Master.
Além do vazamento contínuo de informações sigilosas, o grupo usou documentos falsificados com a logomarca e o brasão do Ministério Público Federal para coagir empresas privadas. Em um dos episódios investigados, a milícia de Vorcaro emitiu uma falsa requisição urgente do órgão para obter a lista de passageiros e os itinerários de um helicóptero que sobrevoou a residência do empresário, comprovando o uso de métodos criminosos e o aparelhamento de estruturas estatais para interesses particulares.
Com informações do Brasil247
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