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A Polícia Federal identificou uma flagrante incompatibilidade entre a renda declarada do deputado federal Mário Frias (PL-SP) e transferências pessoais que somaram R$ 645,4 mil para a GoUp Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo relatório da Operação Make Up, o parlamentar — cujo salário mensal é de R$ 44 mil — realizou os repasses em um intervalo inferior a dois meses sem demonstrar lastro ou créditos bancários compatíveis.
Para os investigadores, os pagamentos diretos colocam Frias como um "participante ativo da engrenagem financeira sob investigação", afastando a tese de que ele atuou apenas como autor de emendas parlamentares capturadas por terceiros. O inquérito, que teve o sigilo retirado pelo ministro Flávio Dino, do STF, apura a formação de uma organização criminosa estruturada para captar, lavar e ocultar verbas públicas federais e repasses do Banco Master para a promoção da extrema direita.
A devassa também atingiu o publicitário Marcello Lopes, ex-integrante da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que transferiu R$ 1 milhão para a mesma produtora. As revelações desmontam a versão de Flávio sobre a interrupção dos aportes do banqueiro Daniel Vorcaro no filme, comprovando que remessas milionárias ao exterior continuaram ocorrendo a pedido do clã bolsonarista, ultrapassando a marca de R$ 65 milhões.
Com informações do Brasil247
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