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Em mais um ato desesperado para tentar viabilizar sua candidatura ao Senado pelo Paraná, o ex-procurador punido Deltan Dallagnol (Novo) cometeu um novo crime grave ao anexar, sem qualquer sigilo, dados fiscais e bancários protegidos do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O material — que inclui informações de 2014 a 2017 pertencentes a Zanin, sua esposa Valeska Teixeira Zanin Martins e familiares — havia sido obtido de forma ilegal e abusiva pela finada Lava Jato sob o comando do ex-juiz Marcelo Bretas, sendo posteriormente anulado na íntegra pela Segunda Turma do STF por absoluta falta de jurisdição e flagrante perseguição política.
Mesmo ciente da nulidade das provas e do caráter sigiloso das apurações arquivadas no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a defesa de Deltan Dallagnol expôs as dezenas de páginas com sigilo bancário e fiscal diretamente no sistema público do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Além de comprovar que a Devassa da Lava Jato não encontrou qualquer irregularidade nas contas de Cristiano Zanin ou de seu escritório, a manobra criminosa expõe o ex-procurador à responsabilização penal direta e pode levá-lo à prisão por violação de sigilo funcional e desacato às decisões da Suprema Corte.
Com informações do Metrópoles
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