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Pressionada pelo avanço das apurações do Supremo Tribunal Federal (STF), a empresária Karina Gama, proprietária da Go Up Entertainment, entregou um volume impressionante de 25 mil páginas de documentos contábeis e contratuais à Polícia Federal (PF). O acervo documental expõe o fluxo financeiro, contratos e extratos bancários da produção do filme "Dark Horse", obra cinematográfica dedicada a exaltar a trajetória de Jair Bolsonaro e estrelada pelo ator norte-americano Jim Caviezel. A movimentação tenta conter o cerco policial sobre o financiamento do longa-metragem e evitar novos desdobramentos criminais contra a produtora.
A manobra de transparência forçada ocorre no momento em que a investigação atinge o gabinete do ministro André Mendonça no STF. Investigadores debruçam-se sobre as notas fiscais para rastrear a origem real dos recursos e verificar se o projeto serviu como canal de lavagem de dinheiro ou repasse ilícito ligado ao clã bolsonarista e ao empresário Daniel Vorcaro. Enquanto a defesa de Karina Gama alega que todas as verbas foram aplicadas na produção do filme, a PF analisa o inventário fatiado para identificar eventuais incompatibilidades contábeis no braço brasileiro do empreendimento propagandístico.
Com informações do Brasil247
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