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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada do sigilo da decisão que autorizou os mandados de busca e apreensão no âmbito do escândalo Dark Horse, produção publicitária destinada à promoção de Jair Bolsonaro. O levantamento do segredo de justiça ocorreu nesta quinta-feira (10), logo após o cumprimento das medidas em campo pela Polícia Federal, e o processo foi encaminhado formalmente à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A decisão detalha as restrições impostas ao deputado federal Mário Frias (PL-SP) — incluindo a apreensão de passaporte e a proibição de deixar o país — e cita diretamente o envolvimento dos parlamentares bolsonaristas Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS). A devassa mira o redirecionamento de emendas parlamentares e repasses opacos ligados a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para a irrigação de empresas de fachada envolvidas no filme.
A decisão de Dino contrasta com a postura defensiva adotada por outros setores do Judiciário e atende à pressão por transparência irrestrita nas apurações. Ao expor a teia de repasses a deputados do PL, o despacho aprofunda o desgaste político da oposição e reforça o rastro de ilegalidades na utilização de recursos públicos para propaganda ideológica.
Com informações do Brasil247
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