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A retirada do sigilo sobre os autos do Caso Master revelou detalhes estarrecedores sobre o estilo de vida e a periculosidade envolvidos na gestão do Banco de Brasília (BRB). Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva contra o ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, a Polícia Federal apreendeu um verdadeiro arsenal em seu apartamento: 24 armas de fogo — incluindo fuzis de alta precisão das marcas Sig Sauer, Taurus e Rossi, além de pistolas Glock, Colt e espingardas — e milhares de munições estocadas em malotes. Registrado como CAC, o executivo era monitorado pela PF como um fator de risco à integridade física dos agentes encarregados da operação.
Atualmente recolhido no Complexo Penitenciário da Papuda por ordem do ministro André Mendonça, Costa é acusado de aparelhar o banco público do Distrito Federal para salvar o império financeiro de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. De acordo com os relatórios da PF, o ex-presidente do BRB autorizava compras de carteiras de crédito sem lastro e operações financeiras fraudulentas à margem dos órgãos de governança, injetando liquidez artificial na instituição privada de Vorcaro.
As investigações apontam que Costa negociou R$ 146,5 milhões em vantagens indevidas e propinas como contrapartida pelas operações ilícitas. A devassa patrimonial revelou que parte da propina foi lavada mediante a aquisição de pelo menos seis imóveis de luxo, avaliados em R$ 74,6 milhões, ocultados sob a blindagem de empresas de fachada e fundos de investimento — evidenciando o grau de sofisticação e ganância que operou nos bastidores do sistema financeiro.
Com informações do Brasil247
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