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O pânico em torno das apurações sobre o financiamento da cinebiografia "Dark Horse" ultrapassou as fronteiras e chegou aos Estados Unidos. O empresário Michael Brian Davis, sócio majoritário da produtora Go Up Entertainment LLC em solo americano, orientou a empresa a barrar a entrega direta de documentos contábeis, bancários e fiscais requisitados pela Polícia Federal brasileira. A movimentação ocorre no momento em que os investigadores avançam para rastrear a rota do dinheiro ilícito que irrigou a produção sobre Jair Bolsonaro.
Em e-mail enviado à sócia Karina Ferreira da Gama, Davis proibiu o repasse do acervo societário e contratual cobrado pela PF, alegando que qualquer transferência de dados sob jurisdição estadunidense precisa tramitar formalmente via cooperação jurídica internacional e com autorização da Justiça dos EUA. A exigência burocrática tenta criar um impasse para postergar o trabalho das autoridades brasileiras, que haviam fixado um prazo de dez dias para obter contratos, notas fiscais, registros bancários e comprovantes de câmbio.
A devassa da Polícia Federal mira o coração das engenharias financeiras que envolvem o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, o fundo Havengate e a Entre Investimentos. A principal linha de investigação aponta que a obra audiovisual funcionou como fachada para a lavagem de capitais e para o custeio de despesas de Eduardo Bolsonaro no exterior. Ao tentar erguer um muro burocrático em solo americano, a defesa da produtora apenas reforça as suspeitas sobre as irregularidades no financiamento do longa-metragem.
Com informações do Brasil247
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