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As investigações da Polícia Federal sobre o escândalo do Banco Master alcançaram um ponto de não retorno e desnudaram a atuação direta do ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro em um audacioso esquema de evasão de divisas. Documentos tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal revelam que o filho do ex-presidente atuou pessoalmente na engenharia financeira para remeter a bagatela de 25 milhões de dólares, cerca de 125 milhões de reais, para os Estados Unidos. Sob a fachada do financiamento do filme hagiográfico "Dark Horse", a PF aponta que a operação servia, na verdade, para lavar dinheiro e abastecer os cofres do clã no exterior.
As mensagens interceptadas pelos investigadores e enviadas ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro mostram Eduardo Bolsonaro orientando passo a passo a remessa dos valores ilícitos. Em uma das conversas, o ex-parlamentar admitiu abertamente que operar a movimentação diretamente em solo americano seria muito mais "tranquilo" para burlar fiscalizações. Receoso com a burocracia das transferências legais via empresas brasileiras, que poderiam levar até seis meses para serem concluídas, Eduardo ordenou que fosse enviado o "máximo possível" de recursos através do sistema clandestino mantido pelo grupo financeiro investigado.
A hipótese central da Polícia Federal é devastadora para a imagem da família: o filme sobre Jair Bolsonaro não passava de um pretexto para camuflar o desvio de verbas e custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A teia criminosa ganha contornos ainda mais graves com a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, que confessou repasses fracionados para o fundo Havengate Development Fund, operador citado nas orientações de Eduardo para canalizar o dinheiro sujo no exterior.
A revelação dessa engrenagem ilícita junta-se às acusações contra seu irmão, Flávio Bolsonaro, investigado no mesmo inquérito por lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. À medida que os relatórios bancários e os depoimentos da delação se cruzam com as mensagens do celulares apreendidos, desmorona a farsa da moralidade bolsonarista. O cerco da Polícia Federal está oficialmente fechado, e os segredos guardados no exterior começam a vir à tona para selar o destino jurídico do clã golpista.
Com informações do Brasil247
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