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Durante o lançamento do plano de governo para a saúde na região central de São Paulo, o candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT) subiu o tom contra a manipulação de informações no debate político e defendeu o fim imediato dos "vazamentos seletivos" no Caso Master. Acompanhado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, pelos ministros Alexandre Padilha e Márcio França, e pela senadora Simone Tebet, Haddad denunciou que a divulgação parcial de documentos de investigações serve unicamente para favorecer grupos políticos específicos que tentam controlar o que a opinião pública deve ou não saber.
O candidato petista sustentou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve garantir a publicidade integral dos inquéritos com impacto político antes do pleito de 2026. Na avaliação de Haddad, a abertura ampla e antecipada dos papéis dará tempo para que a imprensa escrutine cada prova e os eleitores digiram todas as informações reveladas, permitindo a formação de um juízo isento no dia da votação. Haddad alertou que manter sigilos ou promover divulgações fracionadas traz o risco iminente de eleger representantes comprometidos com esquemas criminosos antes que a sociedade tome conhecimento real dos fatos.
A manifestação ocorre no esteio da decisão do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que determinou a retirada do sigilo dos documentos do Caso Master, em meio às tentativas da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro de filtrar dados. Haddad enfatizou que a busca por transparência deve se impor de maneira absoluta, independentemente de eventuais reflexos eleitorais para qualquer lado, ressaltando que passar o país a limpo antes de o cidadão depositar seu voto é um dever democrático inegociável.
Com informações do Brasil247
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