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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça, deflagrou nesta terça-feira (15) a segunda fase da Operação Lívia. As equipes cumprem mandados de internação e de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. O alvo da ação é uma rede criminosa que utiliza ambientes digitais para coagir crianças e adolescentes, induzi-los à automutilação e ao suicídio, além de praticar atos de crueldade contra animais.
As investigações tiveram início após uma tragédia ocorrida em julho, quando uma menina tirou a própria vida ao ser manipulada por integrantes do grupo, em um episódio transmitido ao vivo pela internet. A primeira etapa da operação, deflagrada em agosto, já havia resultado na prisão de um adulto e na apreensão de cinco adolescentes, entre os quais um jovem de 14 anos identificado pela polícia como o líder da organização.
O escândalo intensificou a pressão das autoridades sobre a plataforma Discord no país. A Agência Nacional de Proteção de Dados determinou a suspensão das transmissões ao vivo do aplicativo no Brasil devido às recorrentes falhas na moderação de conteúdos violentos. Paralelamente, a Advocacia-Geral da União move uma ação judicial para exigir mecanismos efetivos de proteção a menores e cobrar uma indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos.
Com informações do Brasil247
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