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O ex-delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo, conhecido por liderar ações de campo da Operação Lava Jato no Paraná, entrou no radar do Supremo Tribunal Federal e da PF sob a suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro ligados às fraudes no INSS. A investigação apura a aquisição de um imóvel comercial em Curitiba que pertencia originalmente a Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", pivô do escândalo de desvios que lesou milhões de aposentados.
A transação envolveu uma laje comercial adquirida por Moscardi com um desconto de R$ 400 mil junto à incorporadora, logo após a rescisão do contrato prévio com o lobista investigado. Embora a Polícia Federal tenha solicitado o bloqueio da quantia exata do abatimento sob a alegação de que o ex-delegado tinha plena ciência da origem ilícita dos recursos, o pedido foi rejeitado pelo relator do caso no STF, ministro André Mendonça. Atualmente atuando na advocacia privada, Moscardi integra a defesa do ex-procurador-chefe da autarquia e nega ter recebido favorecimento ou agido com qualquer irregularidade.
O caso ganhou contornos de tensão institucional após o ministro Alexandre de Moraes citar relatórios de inteligência que questionam a ausência de medidas cautelares contra Moscardi, apontando uma suposta blindagem e disparidade de critérios da PF em comparação a outros alvos do inquérito. Com um histórico controverso marcado por sanções administrativas na corporação — incluindo o episódio da instalação de escuta ilegal na cela do doleiro Alberto Youssef —, o ex-chefe da Lava Jato se defende afirmando que a operação imobiliária foi transparente e que aguarda intimação oficial para prestar esclarecimentos à Justiça.
Com informações do Metrópoles
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