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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu assumir o protagonismo em uma das pautas mais populares do país: o fim da escala 6x1. O governo deve enviar ainda esta semana ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe a extinção do modelo de seis dias de trabalho por um de descanso, sem que haja qualquer redução nos salários dos trabalhadores. Para pavimentar o caminho, Lula agendou uma reunião estratégica com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), visando alinhar a tramitação da proposta com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que já corre na Casa.
O movimento do Planalto ocorre no momento em que a pressão social atinge seu ápice. Dados do Datafolha revelam que 71% dos brasileiros são favoráveis à mudança, que é vista como um marco para a saúde mental e a produtividade no longo prazo. O projeto do Executivo deve focar em uma transição gradual para a jornada de 36 horas semanais, permitindo que setores como o comércio e a indústria se adaptem ao novo ritmo sem sofrer choques imediatos de custos.
Apesar do forte apoio popular, a resistência no setor produtivo é feroz. Confederações da indústria, agricultura e comércio alertam para o risco de perda de competitividade e queda nos lucros. Por isso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara marcou para esta semana uma audiência pública com lideranças empresariais. A estratégia de Lula ao enviar um projeto próprio, além de apoiar a PEC, é dar "peso de governo" à medida, forçando o Congresso a debater o tema com urgência máxima em um ano onde o bem-estar do trabalhador virou o centro das atenções políticas.
Com informações do Brasil247
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