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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado enfático aos grandes veículos de comunicação nesta terça-feira (14): a memória dos ataques sofridos durante a Operação Lava Jato permanece viva. Em uma entrevista franca, Lula detalhou sua indignação com o tratamento recebido pela imprensa, citando especificamente o famoso episódio do PowerPoint exibido no Jornal Nacional, que tentava vinculá-lo a uma rede de corrupção usando a bandeira do PT. O presidente revelou ter tido uma conversa "muito séria" com um dirigente da Rede Globo para cobrar responsabilidade, ouvindo como justificativa que o erro teria sido de um funcionário que acabou demitido — o que Lula classificou como o sacrifício de um "bagrinho".
Lula relembrou que a perseguição midiática não é recente, citando as campanhas de 1989 e 2002, mas enfatizou que o período da Lava Jato foi o mais cruel, resultando na destruição de sua estrutura familiar. "Eu sei o preço que paguei. Não posso permitir que eles achem que eu esqueci o que fizeram", afirmou. O presidente criticou a falta de pedidos de desculpas por parte dos jornais que, segundo ele, "criaram monstros" sob o pretexto de combater a corrupção, sem medir os danos institucionais e pessoais causados ao país e à sua imagem.
Apesar das críticas ácidas, o chefe do Executivo garantiu que não governa com o fígado e que sua disposição para um terceiro (e futuro quarto) mandato prova que deixou o rancor de lado em prol do Brasil. Ele defendeu uma imprensa livre, mas baseada na verdade, desafiando os jornalistas a serem críticos sem inventar histórias. "Fale mal, mas fale a verdade", resumiu. Para Lula, a maturidade democrática da mídia brasileira passa pelo reconhecimento dos erros cometidos no passado, algo que ele ainda considera uma dívida pendente com a sua trajetória e com a história política recente do país.
Com informações do Brasil247
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