203 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O absurdo administrativo e jurídico tomou conta de uma prefeitura comandada pela extrema direita, em um caso que beira o inacreditável. O prefeito bolsonarista do PL protagonizou uma manobra bizarra ao fazer com que o próprio município que ele administra entrasse com uma ação judicial contra ele mesmo. A estratégia, que parece saída de um roteiro de comédia pastelão, tinha como objetivo forçar uma decisão judicial que, na prática, beneficiaria os interesses pessoais do político em detrimento dos cofres públicos.
Ao analisar o processo, o juiz responsável não poupou críticas à tentativa de manipulação do Judiciário e cancelou a ação imediatamente. O magistrado identificou o que chamou de "confusão processual" e falta de interesse de agir, já que não faz sentido jurídico uma entidade processar seu próprio representante legal para obter um resultado que o próprio prefeito poderia resolver administrativamente, caso fosse legal. A sentença deixou claro que a justiça não pode ser usada como puxadinho de interesses particulares de políticos que se sentem donos da cidade.
Inconformado com a derrota e demonstrando o habitual desprezo pelas regras democráticas e pela lógica jurídica, o prefeito bolsonarista decidiu recorrer da decisão que extinguiu o processo. Em vez de aceitar o freio imposto pela legalidade, ele insiste em gastar tempo e recursos da máquina pública para manter viva uma aberração jurídica. Esse comportamento reflete o modus operandi do bolsonarismo, que tenta subverter as instituições para criar realidades paralelas onde a lei só vale quando convém aos seus aliados.


O caso gerou indignação entre os moradores e especialistas em direito público, que veem na atitude um exemplo clássico de improbidade e desvio de finalidade. Enquanto o município carece de investimentos básicos, a gestão perde tempo com disputas judiciais fantasiosas contra si mesma. A resistência do prefeito em aceitar a decisão do juiz mostra que a extrema direita não tem limites quando o assunto é tentar dobrar o sistema para se manter protegida ou obter vantagens indevidas.
Veja a postagem no X:
Município processou a si mesmo.
— Mizael (@mizaelizidoro) April 17, 2026
Juiz pediu esclarecimentos.
Município não esclareceu.
Disse desconhecer o endereço (que é o próprio).
Juiz julgou improcedente a ação por não ser possível alguém processar a si mesmo.
Município recorreu da decisão.
Avua, Santa Catarina! pic.twitter.com/9nPKZYNTPD