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O governo federal intensificou a articulação para aprovar o fim da escala 6x1, defendendo uma transição curta para adaptação das empresas e apresentando novas regras para o trabalho por aplicativos. “Queremos que a escala 6x1 acabe já”, disparou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, nesta sexta-feira (17). A proposta foi enviada ao Congresso Nacional em regime de urgência e integra a agenda prioritária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao comentar a tramitação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Boulos afirmou que o governo aceita um período de adaptação, mas rejeita prazos extensos como os sugeridos por parlamentares. “Uma transição pode ser de adaptação, de 90 dias. É preciso dar um prazo mínimo para as empresas se adaptarem, organizarem as escalas de trabalho. Agora, nós não admitimos nenhum tipo de transição como foi pensada na CCJ pelo relator Paulo Azi, de cinco anos. Aí não é transição, é postergação”, ressaltou.
Além da mudança na jornada tradicional, o projeto do governo também trata da regulamentação do trabalho por aplicativos, com previsão de pagamento mínimo de R$ 10 por corrida, mais R$ 2,50 por quilômetro adicional em trajetos acima de 4 km e pagamento integral em casos de entregas agrupadas. “O que a gente quer é que essa tecnologia garanta dignidade para as pessoas que operam essas plataformas”, disse Boulos, destacando que os R$ 10 respondem a uma reivindicação antiga da categoria. “Se você olhar qual era a remuneração média por hora dos motofretistas antes da entrada dos aplicativos e fizer uma correção inflacionária, vai ver que o valor seria maior do que R$ 10. O que eles estão pedindo é uma reposição.” O projeto segue em análise no Congresso com prioridade, reunindo duas frentes consideradas estratégicas pelo governo: o fim da escala 6x1 e a regulamentação dos aplicativos.
Com informações do G1
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