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O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), deu um recado direto aos que resistem ao fim da escravidão moderna da escala 6x1: a redução da jornada de trabalho é uma tendência mundial irreversível. Em visita a Valparaíso de Goiás neste sábado (18), Alckmin afirmou que o Congresso Nacional precisa debater seriamente o tema, seja com adoção imediata ou de forma escalonada por setor econômico. "Essa é uma tendência mundial. Se deve discutir o tema para ver a maneira se isso pode ser implantado direto, se deve ter um escalonamento em razão dos tipos de atividade", declarou, alinhando o governo Lula a um movimento global por mais qualidade de vida para os trabalhadores.
Enquanto Lula cumpre agenda na Europa, a discussão avança em Brasília. Duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) tramitam na Câmara dos Deputados e prometem enterrar de vez a jornada exaustiva. A PEC 221/2019 quer reduzir a carga semanal de 44 para 36 horas, sem diminuir salários. Já a PEC 8/2025 vai além e propõe a escala 4x3 três dias de descanso por semana. O relator na CCJ já se manifestou favoravelmente, e o governo federal considera a pauta estratégica, apostando que o fim da 6x1 pode ser um divisor de águas social e até eleitoral.
Além das PECs, o governo já encaminhou ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência com mudanças mais moderadas jornada de 40 horas e escala 5x2 como um aceno ao setor produtivo. Mas o recado de Alckmin é claro: o Brasil não pode ficar para trás. A tramitação ainda é longa as propostas precisam passar por comissão especial, plenário da Câmara e Senado mas o presidente em exercício deixou um recado aos pessimistas de plantão: o debate está posto, e a tendência é mundial. Os trabalhadores brasileiros merecem descansar mais e viver melhor.
Com informações do Brasil247
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