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Enquanto o mundo pega fogo com guerras e tensões geopolíticas, o Brasil se consolida como um verdadeiro refúgio para investidores estrangeiros. Distante das zonas de conflito, abundante em recursos naturais e dono de um mercado consumidor de peso, o país passou a ser visto como destino estratégico para aportes bilionários. O movimento inclui desde operações na Bolsa até negociações de longo prazo em setores como energia renovável, tecnologia e infraestrutura. Um exemplo recente é o leilão do aeroporto do Galeão, arrematado pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões — 210% acima do mínimo exigido. Outro indicativo é o fundo do Mubadala Capital, que já superou os US$ 900 milhões, ultrapassando a meta inicial de US$ 750 milhões.
O sócio-fundador da Seneca Evercore, Isaias Sznifer, confirma a retomada: "Estamos vendo um nível de transações melhor que o do ano passado, com maior interesse por ativos brasileiros, sobretudo nas áreas de tecnologia, serviços financeiros, energia renovável, alimentação e indústria". O economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos, resume o momento com uma frase certeira: "A oportunidade aumentou. Isso não tem muito a ver com o brilho da história macroeconômica do Brasil, mas com a escuridão que nos rodeia". Mesmo em meio à cautela causada pelos juros elevados e incertezas políticas internas, o país se beneficia de sua posição como exportador de commodities, de um sistema financeiro desenvolvido e de instituições democráticas estáveis fatores que faltam em outros emergentes.
Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que o Brasil ainda tem "uma baita lição de casa para fazer". Entraves como insegurança jurídica, fragilidade regulatória e desafios fiscais continuam limitando o potencial máximo do país. "Não é que viramos vitrine nem a capa da The Economist. É que o mundo está muito ruim", resume o estrategista-chefe da GCB Investimentos, Roberto Dumas. O FMI revisou a projeção de crescimento do Brasil para 2026 de 1,6% para 1,9%, mas alerta para o avanço da dívida pública. O recado final é claro: o momento é favorável, mas o governo Lula precisa avançar nas reformas para que o país não desperdice essa janela histórica de oportunidades enquanto o mundo desaba ao redor.
Com informações do O Globo.
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