487 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O cenário no Oriente Médio atinge um ponto de ebulição que escancara a face mais cruel e desastrosa da política externa de Donald Trump e seus aliados. Enquanto o governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, defende a paz e a diplomacia, o mundo assiste ao caos provocado por um conflito que Trump e Israel impulsionaram, resultando em uma crise econômica global sem precedentes. O Estreito de Hormuz, por onde circula o sangue da economia mundial, tornou-se um campo de batalha naval onde o preço do petróleo dispara a cada postagem agressiva do republicano em suas redes sociais, punindo diretamente o bolso dos trabalhadores de todas as nações.
O recuo de Trump, ao prorrogar o cessar-fogo por tempo indefinido, é a prova cabal de que sua estratégia de "pressão máxima" falhou e agora ele se vê acuado pelo desarranjo que ele mesmo criou. A insistência em manter um bloqueio naval ilegal, mesmo durante a trégua, é um tapa na cara do direito internacional e uma afronta à soberania dos povos. O Irã, reagindo à asfixia econômica imposta por Washington, atacou e tomou navios em sua costa, demonstrando que não aceitará ser humilhado enquanto o governo americano tenta decidir se retoma ou não uma guerra que já deixou milhares de mortos.
A situação é o retrato fiel do fascismo e autoritarismo em escala global: o uso da força bruta sem inteligência, o desprezo pelas negociações diplomáticas e a criação de crises para alimentar o complexo industrial militar. Enquanto o vice-presidente J. D. Vance e sua equipe batem cabeça, as negociações em Islamabad naufragam porque os EUA se recusam a abandonar a postura de predadores. O bloqueio não é apenas uma medida de segurança, é uma arma de fome que visa colapsar financeiramente uma nação inteira, como o próprio Trump comemorou de forma cínica em suas redes sociais, ignorando o sofrimento humano envolvido.
A volatilidade do mercado de energia, com o barril do Brent voltando à casa dos US$ 100, é a fatura que o mundo paga pela aventura bélica da extrema-direita. O repúdio a essa condução desastrosa é urgente, pois a insegurança na navegação em Hormuz afeta o preço de tudo, desde o combustível até os alimentos. É inadmissível que o destino da economia global e a vida de milhares de pessoas estejam nas mãos de líderes que enxergam a guerra como um espetáculo e a diplomacia como uma fraqueza, enquanto o povo iraniano e os marinheiros civis são usados como bucha de canhão.
Dentro do Irã, o cenário de incerteza com o novo líder supremo e as disputas internas da Guarda Revolucionária são exacerbados pela pressão externa, criando um barril de pólvora pronto para explodir a qualquer momento. A recusa da teocracia em negociar sob a mira de canhões americanos é uma resposta óbvia a quem rasga acordos internacionais por puro capricho político. O Brasil de Lula, que sempre buscou o diálogo e o equilíbrio no Oriente Médio, assiste com preocupação a essa degradação institucional e humanitária promovida pela ala mais radical do conservadorismo mundial.
É preciso que as forças democráticas e progressistas do mundo exijam o fim imediato do embargo e a retomada séria das conversas de paz. O conflito atual, iniciado sob pretextos duvidosos sobre o programa nuclear, só serviu para fortalecer os setores mais radicais de ambos os lados e destruir a estabilidade regional. A paz não será alcançada com postagens no Truth Social ou com o envio de helicópteros Apache, mas sim com o respeito às fronteiras e à vida humana, princípios que parecem ter sido esquecidos pela gestão Trump e por todos aqueles que apoiam sua política de destruição.
Com informações da Folha de São Paulo
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