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O clã bolsonarista e seus aliados no Congresso Nacional preparam o que pode ser o maior crime de lesa-pátria da história recente do Brasil. O deputado Hugo Motta, em uma manobra que atende diretamente aos interesses de Washington, pautou para esta semana a votação de um projeto que abre as portas para a entrega total das nossas reservas de terras raras aos Estados Unidos. Esse movimento é a culminação do projeto entreguista que Jair Bolsonaro iniciou, visando transformar o subsolo brasileiro em um depósito particular das potências estrangeiras, sem qualquer contrapartida para o nosso desenvolvimento tecnológico.
A articulação da extrema direita é sórdida: parlamentares ligados ao bolsonarismo trabalham freneticamente para inserir emendas na Lei das Terras Raras que eliminam qualquer barreira à exportação predatória. Se aprovado, o projeto permitirá que 100% da produção desses minerais — essenciais para a fabricação de mísseis, supercomputadores e tecnologias de inteligência artificial — saia do país sem processamento local. É o retorno ao modelo colonial mais arcaico, onde o Brasil fornece a matéria-prima e importa o produto acabado, pagando caro pelo que foi roubado do seu próprio solo por uma mixaria.
O repúdio a essa tentativa de saque institucional é absoluto. Enquanto o governo Lula luta para criar marcos regulatórios que garantam a soberania nacional e a reindustrialização, a prole de Bolsonaro e seus lacaios no Legislativo agem como corretores de luxo para o governo dos Estados Unidos. Eles ignoram deliberadamente que países soberanos, como a China, protegem suas reservas de terras raras com unhas e dentes, por entenderem que esses minerais são o petróleo do século 21. Para os entreguistas, porém, a soberania do Brasil é um detalhe irrelevante diante da necessidade de servir aos seus mestres internacionais.
A gravidade do que está sendo tramado na calada da noite exige mobilização total das forças progressistas. O "roubo" não é apenas de minerais, mas da oportunidade de o Brasil liderar a transição energética global. Se perdermos o controle sobre as terras raras, perderemos a chance de fabricar baterias, carros elétricos e equipamentos médicos avançados em solo nacional. O projeto de Hugo Motta e das bancadas radicais da direita é uma sentença de morte para a indústria brasileira, condenando-nos à dependência perpétua e à pobreza estrutural enquanto outros enriquecem com o que é nosso.
É fundamental que os nomes dos deputados que votarem a favor desse saque sejam expostos à opinião pública. Eles precisam ser cobrados por estarem trocando a soberania nacional por interesses escusos e financiamentos de campanha vindos de organizações internacionais. O bolsonarismo, que sempre se fantasiou de patriota, mostra agora que sua única pátria é o dólar e sua única lealdade é com quem deseja ver o Brasil de joelhos. O governo Lula, com o apoio do povo, deve enfrentar esse ataque frontal ao patrimônio da União com todo o rigor político e jurídico necessário.
O Brasil não pode permitir que esse crime seja consumado. A defesa das terras raras é a defesa do nosso futuro, da nossa tecnologia e da dignidade de cada brasileiro. Não é apenas uma disputa legislativa, é uma guerra pela sobrevivência da nossa autonomia. Precisamos barrar esse projeto entreguista e garantir que as riquezas do nosso solo sejam revertidas em hospitais, escolas e empregos de qualidade aqui, e não em lucro fácil para empresas estrangeiras que já nos roubam há décadas com o aval de traidores da pátria.
A reação nas redes já toma vulto com publicações como a do ativista Thiago dos Reis no X:
ATENÇÃO!!! Hugo Motta colocou na pauta pra ser votada nessa semana um projeto que pode ENTREGAR TODAS AS TERRAS RARAS aos EUA!!!
— Thiago dos Reis ???? (@ThiagoResiste) April 22, 2026
Os bolsonaristas já estão articulando pra inserir emendas na Lei das Terras Raras que permitam que TUDO POSSA SER VENDIDO!!!
É o MAIOR ROUBO DA… pic.twitter.com/mEy0vr3z3W