772 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A extrema direita brasileira vive um momento de autofagia que beira o ridículo. Um levantamento minucioso revelou que o deputado Nikolas Ferreira, conhecido por ser um dos principais instrumentos de agitação digital do bolsonarismo, praticamente ignora a candidatura de Flávio Bolsonaro. De um total de 544 postagens feitas em sua rede social ao longo de quatro meses, apenas dez mencionam o Flávio Bolsonaro. Esse desprezo digital escancara as rachaduras de um grupo que, sem o poder da máquina pública, começa a se devorar por relevância e seguidores.
A falta de apoio de Nikolas gerou uma reação colérica de Eduardo Bolsonaro, que não poupou críticas públicas ao aliado de outrora. Eduardo acusou o deputado mineiro de criar uma "espiral do silêncio" em torno de Flávio para não comprometer o próprio engajamento com pautas que lhe rendem mais cliques. Para quem observa de fora, fica claro que a lealdade nesse meio é volátil: Nikolas prefere atacar o governo Lula — que segue reconstruindo o Brasil — a gastar seu capital político com uma candidatura que parece não empolgar nem os próprios correligionários.
O embate público entre os herdeiros do bolsonarismo mostra que a união da extrema direita era apenas uma fachada mantida pelo orçamento secreto e pela impunidade. Eduardo chegou a escrever que Nikolas só menciona Flávio quando é cobrado, "para fingir não ter abandonado o grupo político que o projetou". É o sujo falando do mal lavado, em uma disputa por quem manda mais nas bolhas de desinformação da internet, enquanto o país real se preocupa com trabalho, comida no prato e o avanço de tecnologias como o 6G.
Curiosamente, até Michelle Bolsonaro entrou na briga, mas do lado de Nikolas, sinalizando um racha interno na própria família. Enquanto Eduardo tenta manter o controle sobre os "soldados" do pai, Nikolas parece mais interessado em construir seu próprio caminho, mesmo que isso signifique deixar os filhos de Bolsonaro falando sozinhos. O levantamento mostrou que, antes das broncas públicas de Eduardo, o silêncio era ainda maior, com apenas seis menções em quatro meses.
Essa desarticulação é o reflexo de um movimento que não possui projeto de país, apenas projeto de poder pessoal. Enquanto o presidente Lula governa para todos os brasileiros e busca parcerias internacionais estratégicas, a oposição se perde em métricas de redes sociais e picuinhas familiares. A irrelevância de Flávio Bolsonaro nas redes de Nikolas Ferreira é o sintoma de uma liderança em declínio, que já não consegue impor respeito nem entre seus subordinados mais barulhentos.
O cenário para as próximas eleições mostra que a extrema direita está mais preocupada em quem será o próximo "influenciador" do que em apresentar soluções para o Brasil. A briga entre Eduardo e Nikolas é um espetáculo deplorável de vaidades que só beneficia quem realmente trabalha pelo povo. A máscara de "família unida" caiu de vez, revelando um ninho de cobras onde cada um tenta salvar a própria pele antes que o barco bolsonarista termine de afundar por completo.
Com informações da Fórum
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