387 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O avanço da China como a potência preferida e modelo de desenvolvimento na América Latina reflete a falência moral e política do projeto liderado por Donald Trump e seus aliados europeus. Enquanto o presidente Lula busca fortalecer o Sul Global e a integração regional, uma pesquisa contundente da fundação Friedrich-Ebert-Stiftung revela que Pequim é a única potência a crescer no prestígio dos latino-americanos, saltando para 24,2% de preferência, enquanto o Ocidente despenca em meio a guerras e arrogância imperialista.
O repúdio à extrema direital, personificada em Trump, é nítido nos dados: o republicano lidera o ranking de desconfiança na região (25,3%), superando até figuras como Putin. Esse desgaste não é gratuito; é o resultado de uma política externa baseada no sequestro de líderes, como o caso de Maduro, e no apoio incondicional a massacres, o que destruiu a reputação dos Estados Unidos. Para 36,1% dos entrevistados, a China é hoje o verdadeiro modelo de desenvolvimento, ultrapassando os EUA, que viram sua imagem derreter 13 pontos percentuais sob o comando de Trump.
O estudo deixa claro que a América Latina não vê na China uma ameaça militar, mas sim um parceiro em tecnologia, ciência e educação. Esse pragmatismo da região é um golpe direto na narrativa da extrema direita que tenta pintar o país asiático como um inimigo. A pesquisadora Monica Hirst acerta ao dizer que o impacto de Trump na imagem dos EUA foi "devastador". Enquanto o eixo atlântico se perde em conflitos e desrespeito às normas internacionais, a Ásia desponta como um horizonte de estabilidade e progresso civilizatório que dialoga com as necessidades do nosso povo.
No Congresso brasileiro, o clã derrotado nas urnas e seus comparsas continuam tentando sabotar parcerias estratégicas, mas a opinião pública já percebeu quem realmente investe no futuro. O Brasil de Lula, ao retomar o protagonismo diplomático, alinha-se a essa tendência regional de olhar para o Oriente sem a subserviência que marcou o governo anterior. O crescimento da China na percepção democrática, mesmo sendo um regime diferente, mostra que o povo prefere resultados concretos e respeito à soberania do que a falsa moralidade de potências que hoje só oferecem sanções e instabilidade.
A desconfiança de 70% dos latino-americanos de que vivemos uma "era de guerras" é a fatura cobrada pela sanha belicista da Otan e de Washington. O Ocidente, que se diz defensor dos direitos humanos, assiste ao seu "poder brando" evaporar enquanto a Europa perde relevância estratégica. A pesquisa é um retrato fiel da falência do modelo neoliberal e conservador, provando que a alternativa para a América Latina passa por novos eixos de cooperação que não passem pelo filtro ideológico e destrutivo da direita radical.
A soberania nacional e a reconstrução do Brasil exigem que ignoremos o choro dos viúvos do Trumpismo. A mudança na percepção global favorece um mundo multipolar, exatamente o que o presidente Lula defende nos fóruns internacionais. A China não é apenas uma parceira comercial; ela se tornou o símbolo de um mundo onde o desenvolvimento tecnológico serve para construir e não para destruir, ao contrário do que vemos nas intervenções americanas que só trazem crise energética e sofrimento para as populações civis ao redor do globo.
Com informações do Brasil 247
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.