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Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e atual pré-candidato ao governo de São Paulo, subiu o tom contra o que define como um "desprezo sistemático" de Tarcísio de Freitas pelo ensino público paulista. Haddad criticou duramente a expansão das escolas cívico-militares, afirmando que o modelo tenta substituir a pedagogia pela disciplina de quartel, degradando a qualidade do ensino e desvalorizando o magistério. Para o petista, o estado está sendo usado como laboratório de um experimento autoritário que ignora a história de excelência das instituições de ensino de São Paulo.
O petista também denunciou a "plataformização" desenfreada imposta pelo secretário Renato Feder, alegando que a tecnologia virou uma "modernização de fachada" que asfixia a autonomia docente. Segundo Haddad, os professores estão sob pressão descomunal, transformados em executores de tarefas digitais enquanto a infraestrutura básica das escolas permanece em frangalhos. O repúdio a essa visão tecnocrática é um pilar central de sua estratégia para devolver a dignidade aos profissionais que foram escanteados pelo projeto privatista do bolsonarismo estadual.
Haddad ressaltou que Tarcísio não possui familiaridade com as demandas reais da população paulista e tenta capitalizar politicamente obras financiadas pelo governo Lula. Ele destacou que os investimentos estaduais dependem diretamente de repasses federais e das renegociações da dívida conduzidas pelo Ministério da Fazenda. A tentativa da extrema-direita de se apropriar das conquistas do governo federal, enquanto sucateia serviços essenciais como a educação, é vista como uma desonestidade intelectual que a militância progressista deve combater com vigor.
A resistência contra o atual governo estadual ganha fôlego com o alerta de Haddad sobre o uso abusivo de telas em sala de aula, ignorando recomendações de especialistas. Para ele, a educação deve ser tratada como um direito humano e não como uma empresa focada em métricas vazias e lucro. O contraste entre o modelo de exclusão de Tarcísio e o projeto inclusivo de Lula fica nítido quando o estado prioriza lógicas punitivas em vez de investir na formação e na valorização de professores concursados e carreiras pedagógicas.
A reconstrução do ensino em São Paulo é apresentada por Haddad como uma urgência para interromper o clima de "vizinhança hostil" criado pela vigilância e pela doutrinação ideológica nas escolas. O ex-ministro reforça que a ordem deve ser recuperada através do diálogo e do respeito, garantindo que a tecnologia sirva ao aprendizado e não ao controle. A militância segue mobilizada para expor como o bolsonarismo negligencia a infraestrutura e a formação básica, transformando espaços de saber em centros de repressão.
O desfecho dessa disputa será nas urnas, onde os paulistas escolherão entre o descaso atual e uma alternativa que coloca a sala de aula como prioridade. Haddad reafirma o compromisso de recuperar o papel transformador da escola pública, assegurando um futuro de cidadania para os filhos da classe trabalhadora. Com o apoio de Lula e a força dos fatos, a era do desprezo pela educação em São Paulo se aproxima do fim, abrindo caminho para que o conhecimento volte a ser o motor do desenvolvimento estadual.
Com informações do Brasil 247
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