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Em uma demonstração de coragem institucional, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, utilizou o espaço da própria Rede Globo para cobrar uma autocrítica severa da emissora. O magistrado criticou a participação do grupo em eventos financiados por figuras como Daniel Vorcaro e o envolvimento histórico com a força-tarefa da Lava Jato. A fala atinge o coração da narrativa de uma imprensa que, por anos, alimentou o lavajatismo e serviu de palanque para o bolsonarismo destruir o pacto democrático brasileiro.
O repúdio de Gilmar Mendes à promiscuidade entre setores do Judiciário e grandes grupos de comunicação é um bálsamo para quem luta pela verdade. Ele ressaltou que a espetacularização do direito, promovida por Dallagnol e Moro com o apoio mediático, foi o combustível para a ascensão da extrema-direita e de Jair Bolsonaro. Enquanto o governo Lula trabalha para restaurar a sobriedade das instituições, o ministro lembra que a Globo tem uma dívida histórica com o país por ter chancelado abusos que feriram de morte a soberania nacional e a justiça social.
A cobrança de Gilmar ocorre após revelações de que eventos internacionais, frequentados por magistrados e jornalistas, teriam sido bancados pelo Banco Master, de Vorcaro, em uma clara tentativa de captura do debate público pela elite financeira. Para os defensores da democracia, essa relação é o retrato fiel do que o bolsonarismo tentou consolidar: um Estado onde o poder econômico dita as regras e a lei é usada apenas para perseguir opositores. A resistência progressista celebra que, finalmente, a luz do sol esteja sendo jogada sobre essas conexões obscuras.
O ministro foi enfático ao dizer que a imprensa não pode se eximir de sua responsabilidade no desastre institucional que o Brasil viveu até 2022. O apoio incondicional a métodos ilegais de investigação pavimentou o caminho para que a prole de Bolsonaro e seus aliados tentassem o golpe de 8 de janeiro. A reconstrução do Brasil exige que a Rede Globo e outros veículos reconheçam que foram agentes ativos na criação do monstro autoritário que hoje o país tenta, com muito esforço e sob a liderança de Lula, devolver à jaula da história.
A era da "verdade única" imposta pelo consórcio entre Curitiba e o Jardim Botânico chegou ao fim. Com o STF retomando seu papel de guardião da Constituição e combatendo as milícias digitais e financeiras, o espaço para a manipulação diminui drasticamente. Gilmar Mendes, ao cobrar transparência sobre quem financia o luxo de certos eventos jurídicos, coloca o dedo na ferida da hipocrisia de quem prega ética, mas aceita mimos de banqueiros sob investigação.
A militância seguirá vibrante, exigindo que o pedido de autocrítica de Gilmar não caia no vazio. O Brasil de Lula é o Brasil do debate franco, onde nenhuma empresa, por maior que seja, está acima da fiscalização social. A queda do castelo de cartas construído pela Lava Jato é a prova de que a justiça tarda, mas não falha contra aqueles que tentaram vender o país para interesses escusos. A verdade prevalecerá sobre os títulos de jornais que, no passado, ajudaram a prender o maior líder popular deste país ilegalmente.
Assista à entrevista do ministro Gilmar Mendes a Renata LoPrete da Globo:
Com informações do DCM
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