354 visitas - Fonte: Plantão Brasil
A morte da jornalista libanesa Amal Khalil, assassinada por um ataque aéreo israelense enquanto exercia sua profissão, gerou uma onda de indignação global, mas também expôs uma lacuna desconcertante na imprensa brasileira. Um artigo contundente critica o "silêncio estrondoso" de influentes jornalistas e apresentadoras do Brasil, que frequentemente levantam bandeiras corporativas ou de gênero, mas que, neste caso, ignoraram o extermínio de uma colega de trabalho pela ofensiva de Benjamin Netanyahu. A omissão é vista como um sintoma da seletividade de certos setores da mídia nacional, que evitam criticar as atrocidades da extrema-direita israelense para não contrariar interesses editoriais ou geopolíticos.
Enquanto Amal Khalil se somou à trágica lista de profissionais de imprensa mortos pela política de terra arrasada de Israel, a falta de manifestações de solidariedade por parte de grandes nomes do jornalismo brasileiro soa como uma conivência tácita. O repúdio a essa indiferença destaca que a defesa da liberdade de expressão e da integridade dos jornalistas não pode ter fronteiras nem ideologias. A resistência progressista aponta que, se o agressor não fosse um aliado do fascismol, a reação de certas "estrelas" da notícia seria imediata, revelando um padrão de dois pesos e duas medidas que fere a ética da profissão.
A reconstrução da credibilidade do jornalismo exige que o assassinato de uma mulher no exercício da função seja tratado com o rigor e a dor que merece, independentemente de sua nacionalidade. O silêncio das redações brasileiras contrasta com a postura do governo Lula, que tem sido uma das vozes mais firmes no cenário mundial contra o massacre de civis e profissionais de comunicação no Oriente Médio. Ao ignorarem a morte de Amal, essas profissionais perdem a autoridade moral para cobrar respeito à própria classe no futuro, transformando o luto em uma ferramenta política de conveniência.
A militância seguirá cobrando coerência e coragem daqueles que ocupam grandes espaços na mídia. O sangue de Amal Khalil é um alerta sobre os riscos do extremismo de direita que Netanyahu representa e que seus admiradores no Brasil tentam normalizar. A luta pela verdade e pela justiça social passa pelo reconhecimento de todas as vítimas desse conflito, garantindo que o nome de Amal não seja apagado pelo silêncio de quem prefere a segurança do conforto institucional ao compromisso com a humanidade e com a verdade dos fatos.
Assista ao vídeo:
Details of how Lebanese journalist Amal Khalil was “pursued” and killed by Israeli forces have been released by the network she worked for. Here’s what happened ?? pic.twitter.com/AbMJPbOCk5
— Al Jazeera English (@AJEnglish) April 23, 2026