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As tensões entre Estados Unidos e Irã seguem longe de um desfecho pacífico. Neste domingo (26), o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou em telefonema com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que enquanto persistirem ações hostis e pressões por parte dos Estados Unidos, a reconstrução da confiança e o avanço do diálogo diplomático enfrentarão sérias dificuldades. Pezeshkian descreveu as ações recentes de Trump incluindo a intensificação de restrições marítimas contra o Irã como grandes obstáculos à construção de confiança. A mensagem foi clara: enquanto Washington não abandonar ameaças, pressões e imposições, não haverá acordo.
O presidente Donald Trump, por sua vez, cancelou a viagem de seus negociadores ao Paquistão e afirmou no sábado que representantes americanos e iranianos podem se comunicar por telefone por enquanto. "Então, vamos tratar por telefone, e eles podem nos ligar a qualquer momento que quiserem", disse Trump a jornalistas. O presidente acrescentou que os representantes dos EUA não querem se reunir com pessoas que não conhecem uma declaração que soa como mais uma provocação ao regime iraniano. Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, deixou o Paquistão após reuniões e seguirá para Omã e Rússia para discutir os esforços para encerrar o conflito.
O impasse diplomático se aprofunda em meio a uma guerra que já dura oito semanas. O Paquistão, que tenta atuar como mediador, segue comprometido com seu papel para garantir a paz na região, mas as posições de Trump e Pezeshkian parecem cada vez mais distantes. A declaração do líder iraniano é um recado direto: enquanto os EUA insistirem em pressões e ameaças, o diálogo será inviável. Do outro lado, Trump já mostrou que não está disposto a ceder e o mundo continua refém de sua política belicista.
Com informações do Brasil247
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