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O Ministério Público abriu uma investigação rigorosa para apurar o descarte escandaloso de cerca de 40 mil livros pela prefeitura de Osasco, comandada por uma gestão alinhada ao bolsonarismo. A cena de milhares de obras literárias e materiais didáticos jogados no lixo como se fossem entulho é um retrato fiel do desprezo que a extrema direita nutre pelo conhecimento e pela educação pública. Enquanto o governo federal de Lula trabalha para reconstruir o acesso à cultura e o Plano Nacional do Livro e Leitura, gestões locais de direita parecem empenhadas em destruir o patrimônio intelectual do povo.
A promotoria cobrou explicações imediatas da administração municipal, querendo saber os motivos técnicos e legais para que tantos livros novos e em bom estado fossem descartados dessa forma criminosa. Para quem defende a educação como ferramenta de libertação, esse episódio é uma ofensa direta aos estudantes e professores que lutam diariamente por recursos nas salas de aula. Esse tipo de prática negligente reflete a mentalidade de quem, assim como Bolsonaro e sua prole, prefere investir em armas e desinformação do que em bibliotecas e pensamento crítico.
O material encontrado inclui desde clássicos da literatura até livros de apoio pedagógico que deveriam estar nas mãos das crianças da rede pública. A prefeitura alegou que os livros estariam "obsoletos" ou "danificados", mas as imagens que circulam mostram edições preservadas e prontas para uso. É o modus operandi típico do descaso: deixar o patrimônio apodrecer para depois justificar o descarte, ignorando o dinheiro público investido e a necessidade social de democratizar o acesso à leitura em um país que ainda tenta se recuperar do obscurantismo recente.
Parlamentares e movimentos sociais de esquerda em Osasco já se mobilizam para garantir que os responsáveis por esse "crime cultural" não fiquem impunes. O repúdio é geral, pois o descarte acontece justamente em um momento onde muitas escolas comunitárias e bibliotecas de bairro clamam por doações para manter suas atividades. Ver o poder público desperdiçar recursos dessa magnitude é uma prova de que a gestão bolsonarista não tem compromisso com o futuro das novas gerações, agindo de forma deliberada contra o avanço social.
A investigação do MP também vai analisar se houve prejuízo ao erário e improbidade administrativa por parte dos gestores responsáveis.
Espera-se que as explicações da prefeitura sejam analisadas com lupa, pois o histórico de má gestão da direita no Brasil costuma esconder falhas graves sob desculpas burocráticas. A punição deve ser exemplar para que o exemplo de Osasco não se repita em outras cidades brasileiras. Livros são sementes de transformação, e o lugar deles é nas estantes, nas salas de aula e nas mãos dos cidadãos, e nunca em caçambas de descarte por pura negligência política.
Com informações do Brasil 247
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