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O empresário Fernando Cavendish, condenado por corrupção e pivô da infame "Farra dos Guardanapos", dividiu um voo de luxo vindo do Caribe com os deputados Hugo Motta e Ciro Nogueira. O episódio escancara a promiscuidade entre figuras que hoje tentam travar o governo Lula no Congresso e personagens que simbolizam os piores anos de saque aos cofres públicos. Para quem defende a ética, ver líderes da oposição bolsonarista em clima de confraternização com Cavendish é a prova de que o projeto desse grupo é o retorno ao balcão de negócios obscuros.
Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, consta da lista de 16 passageiros do voo junto com Motta e Alcolumbre.

Cavendish foi condenado em 2018 por ter participado de um esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 370 milhões dos cofres públicos.
Fernando Cavendish, que possui um histórico sujo de desvios e condenações judiciais, não estava no jatinho por acaso. A aeronave, de propriedade de um magnata do setor de apostas, transportava a cúpula do centrão que, nos bastidores, articula contra as pautas sociais e a estabilidade do governo democrático.
A presença de Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, no mesmo ambiente que um protagonista de escândalos de corrupção como Cavendish, reforça que o bolsonarismo é um ímã para práticas ilícitas. Durante o desgoverno anterior, esses mesmos personagens transformaram o Estado em um feudo para proteger aliados e familiares, e agora tentam manter essa rede de influência operando nas sombras. O uso de jatinhos privados para deslocamentos internacionais de parlamentares, ao lado de figuras carimbadas da justiça, exige uma investigação rigorosa sobre quem financiou o luxo e quais interesses escusos estavam sendo negociados.
Hugo Motta, que pleiteia cargos de liderança e tenta posar de articulador moderado, enterra sua credibilidade ao se mostrar tão confortável ao lado de Fernando Cavendish. Essa aliança entre o centrão oportunista e os resquícios do bolsonarismo mostra que a tentativa de barrar Jorge Messias e de anistiar golpistas faz parte de um plano de blindagem mútua.
A revelação deste " voo da vergonha" serve para alertar o povo sobre quem são os verdadeiros inimigos da reconstrução nacional. A "Farra dos Guardanapos" pode ter mudado de cenário, trocando Paris pelo Caribe, mas os personagens e o desprezo pela coisa pública continuam os mesmos. É preciso isolar politicamente esses agentes que transformam o mandato em passaporte para o convívio íntimo com o crime de colarinho branco.
O episódio das malas e do bilhete misterioso agora ganha um contorno ainda mais sinistro com a confirmação desta lista de passageiros. A justiça deve agir para que as instituições não sejam novamente sequestradas por aqueles que viajam juntos no luxo, mas que deveriam responder juntos perante a lei.
Com informações do G1
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