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O Tribunal Superior Eleitoral impôs mais uma derrota à extrema-direita ao determinar, por ampla maioria de cinco votos a dois, a remoção imediata de um vídeo calunioso publicado pelo senador Flávio Bolsonaro. A publicação, veiculada nas redes sociais, tentava associar falsamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva às facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho. A decisão atendeu a um pedido da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, que denunciou a prática de propaganda eleitoral antecipada e difamação sistemática contra o chefe do Executivo.
A votação ocorreu no plenário virtual da Corte e marcou a derrubada do posicionamento do ministro Nunes Marques, que havia negado a liminar em julho para manter a publicação no ar. Acompanharam a divergência e votaram pela punição do ataque mentiroso os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira. Ficaram vencidos apenas os ministros André Mendonça e Nunes Marques, reforçando o isolamento da tese de tolerância com acusações sem provas nas redes sociais.
Além de ordenar que a rede social X apague o conteúdo, o tribunal rejeitou manobras paralelas que visavam devassar eventos internos das legendas progressistas. A Corte desconsiderou uma investida do ministro André Mendonça que tentava exigir a entrega de gravações e documentos do 8º Congresso Nacional do PT e do projeto Porta-Vozes de Lula. Por maioria, os ministros reconheceram a inadequação da medida e determinaram a redistribuição do processo, travando mais uma tentativa de criar embaraços políticos à militância e às lideranças da esquerda.
Com informações da Agência Brasil
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