Braço direito de Temer, Padilha, quer o fim urgente da Lava Jato

Portal Plantão Brasil
17/6/2016 20:45

Braço direito de Temer, Padilha, quer o fim urgente da Lava Jato

A vaca subiu no telhado. Como evidenciaram as gravações feitas por Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro e delator da Lava Jato, a solução Michel Temer foi para barrar as investigações e pôr fim ao que o senador Romero Jucá (PMDB) chamou de “sangria”.

0 0 0 0

3286 visitas - Fonte: Vermelho

Vermelho



O cerco se fechou e Sérgio, considerado um dos operadores do esquema de propinas da cúpula do PMDB, resolveu gravar e delatar. Apesar da grande mídia atuar como bombeiro, o efeito imediato foi a queda de três ministros do governo provisório. Todos ligados diretamente a Michel Temer.



Sentindo que a vaca que está no telhado pode cair sobre as suas cabeças, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em um discurso a empresários de São Paulo, resolveu fazer um apelo e defendeu que a oOperação Lava Jato seja encaminhada “rumo a uma definição final”, isto é, que ela acabe antes que eles acabem fora do governo.



“Tenho certeza que os principais agentes da Lava Jato terão a sensibilidade para saber o momento em que eles deverão aprofundar ao extremo e também de eles caminharem rumo a uma definição final. Isso tem que ser sinalizado porque vimos na Itália, onde não houve essa sinalização, e tiveram, depois do grande benefício que veio, efeitos deletérios que nós não podemos correr o risco aqui”, disse Padilha, que é braço direito de Temer.



Na saída do evento, o ministro provisório tentou, sem sucesso, minimizar a declaração. “O que eu disse é que tenho certeza que as autoridades da Lava Jato saberão o momento em que deverão pegar, aprofundar e apontar tudo que deve apontar e pensar em concluir. Eu vi e li o que aconteceu com a Operação Mãos Limpas na Itália. Todos eles conhecem tanto quanto eu. Temos que fazer com que tenhamos o melhor resultado possível. Esse é o sentido de apontar quem é culpado e quem não é. Não teve outro significado”, afirmou.



Feitiço virou contra o feiticeiro



Além da delação de Sérgio, Temer também está preocupado com a cobrança das promessas que fez aos seus correligionários. Para emplacar o afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff, a cúpula do PMDB liderada por Temer abriu o balcão de negócios, prometendo o que tinha e o que não tinha para assimir o poder.



A chantagem que a presidenta Dilma sempre denunciou agora é vivida por Temer, ou seja, o feitiço virou contra o feiticeiro. Segundo nota publicada em coluna do jornal Estadão, a bancada do PMDB na Câmara está reclamando de falta de espaço no governo.



“Deputados dizem que Temer privilegiou o Centrão e reservou cargos de segundo e terceiro escalões para o Senado, com a intenção de garantir a aprovação do impeachment. Um peemedebista ligado ao governo e que conhece bem os deputados alerta que o Planalto tem, no máximo, 30 dias para atender a bancada. Caso contrário, pode haver rebelião”, diz a nota.





Do Portal Vermelho, com informações de agências



APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!

Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.



O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.


Últimas notícias

Notícias do Flamengo Notícias do Corinthians