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10/5/2018 12:21

Para manter Geddel de boca fechada, Temer nomeia aliados dele em cargos de alto escalão no governo

Para manter Geddel de boca fechada, Temer nomeia aliados dele em cargos de alto escalão no governo
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10689 visitas - Fonte: Brasil247

Preso desde setembro e agora réu no caso do bunker dos R$ 51 milhões, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) não só mantém aliados trabalhando no Palácio do Planalto como seus indicados vão ganhar mais poder no governo Michel Temer.







Aliado do ex-ministro, Carlos Henrique Sobral deixará a chefia de gabinete da Secretaria de Governo para assumir a secretaria-executiva do ministério. Com a mudança, passará a ser o número dois da Pasta, abaixo apenas do ministro Carlos Marun (MDB).



Sobral vai assumir a secretaria-executiva no lugar de Ivani dos Santos. Também aliada de Geddel, ela foi convidada por Marun para assumir o comando a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres da Presidência. As mudanças devem ser publicadas até sexta-feira no Diário Oficial da União.







Sobral e Ivani começaram a trabalhar com Geddel quando ele ainda era deputado federal. Os dois também assessoram o emedebista quando ele foi ministro da Integração Nacional no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



Depois de deixar a gestão Lula, eles foram trabalhar na Câmara. Ivani atuou na liderança do MDB, enquanto Sobral foi nomeado assessor especial da Presidência da Casa em 2015, quando o ex-deputado preso Eduardo Cunha (MDB-RJ) assumiu o comando da Câmara.



Os dois assessores foram trabalhar no Palácio do Planalto em maio de 2016, quando Geddel assumiu a Secretaria de Governo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a ascensão de Temer à Presidência da República.



Geddel pediu demissão do cargo em maio de 2016 após ser acusado de pressionar o então ministro da Cultura Marcelo Celero para liberar obra na Bahia. Mesmo com ele fora do Planalto, os dois assessores foram mantidos no governo pelos sucessores do emedebista.



O ex-ministro também mantém aliados trabalhando no Legislativo. Como mostrou o Estadão/Broadcast no início de maio, Afrísio Filho permanece há 21 anos no cargo de diretor legislativo da Câmara, com salário de R$ 33,9 mil.



Afrísio é irmão de Geddel e do deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA). Os dois emedebistas se tornaram réu nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do bunker de R$ 51 milhões encontrado pela Polícia Federal em um apartamento em Salvador.

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