Flávio Dino refuta acusações feitas pelo Estadão de encontro ilegal no Ministério
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1064 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O ministro da Justiça, Flávio Dino, utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (13) para refutar uma matéria do jornal O Estado de S.Paulo. A reportagem em questão sugeria que Luciane Barbosa Farias, supostamente ligada ao Comando Vermelho e apelidada de "dama do tráfico amazonense", teria sido recebida por ele no Ministério da Justiça.
Dino negou categoricamente ter participado de qualquer audiência com líderes de facções criminosas ou seus associados. Em sua declaração na rede X (anteriormente conhecida como Twitter), ele enfatizou que a reunião mencionada pela reportagem não ocorreu em seu gabinete e que ele não tinha conhecimento ou participação no evento. Ele também direcionou os leitores para a conta do Twitter de Elias Vaz, secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, para mais esclarecimentos.
Nunca recebi, em audiência no Ministério da Justiça, líder de facção criminosa, ou esposa, ou parente, ou vizinho.
— Flávio Dino ???? (@FlavioDino) November 13, 2023
De modo absurdo, simplesmente inventam a minha presença em uma audiência que NÃO SE REALIZOU em meu gabinete.
Sobre a audiência, em outro local, sem o meu…
Elias Vaz, por sua vez, explicou que a reunião ocorreu em seu escritório e foi solicitada pela ex-deputada estadual do Rio de Janeiro e vice-presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da ANACRIM-RJ, Janira Rocha (PSOL-RJ). A reunião contou com a presença de Ana Lúcia e Luana Lima, mães de jovens vítimas de violência em 2022, e Luciane Farias, que, segundo Vaz, participou como acompanhante de Janira Rocha e discutiu questões relacionadas ao sistema penitenciário.
Informo que, no dia 14 de março, recebi solicitação de audiência por parte da Sra. Janira Rocha, ex-deputada estadual no Rio de Janeiro e vice-presidente da Comissão de Assuntos Penitenciários da ANACRIM-RJ.
— Elias Vaz (@EliasVazGyn) November 13, 2023
(continua)
E também de Luana Lima, mãe de Lara Maria Nascimento, morta em 2022; e de Luciane Farias, do estado do Amazonas. Durante a audiência, das mães Ana Lúcia e Luana Lima, escutei reinvindicações pedindo celeridade nas investigações sobre a morte dos filhos.
— Elias Vaz (@EliasVazGyn) November 13, 2023
Na ocasião, recebi os documentos anexos, nenhum tratando de casos ocorridos no estado do Amazonas. Quanto à Sra. Luciane, ela estava como acompanhante da advogada Janira Rocha, e se limitou a falar sobre supostas irregularidades no sistema penitenciário.
— Elias Vaz (@EliasVazGyn) November 13, 2023
Tenho uma longa trajetória parlamentar e política, sempre com a marca da seriedade. Atendi a advogada Janira Rocha e acompanhantes por conhecer a citada profissional e ela desejar falar sobre vítimas de homicídios.
— Elias Vaz (@EliasVazGyn) November 13, 2023
Vaz também enfatizou que a reunião foi documentada e que Luciane Farias estava listada como "presidente da Associação Liberdade do Amazonas" na agenda, contrariando a alegação do Estadão de que o encontro ocorreu fora da agenda oficial.
Com informações da Revista Fórum
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