Investigação revela repasse de R$ 77 Milhões de dinheiro público para ONGs ligadas ao grupo Dark Horse em São Paulo
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, enfrenta uma grave crise política após a revelação de que sua gestão direcionou mais de 77 milhões de reais a uma rede de entidades controlada por Carlos Augusto de Lima e outros operadores ligados ao grupo Dark Horse (filme sobre Bolsonaro). Investigadores do Ministério Público apontam que o chefe do Executivo municipal e seus secretários mais próximos chancelaram repasses milionários sem a devida fiscalização. O escândalo asfixia a imagem do prefeito, que utilizou a máquina pública para inflar os negócios de empresários e aliados políticos da extrema direita.
As apurações detalham que os repasses foram intermediados por lobistas e dirigentes partidários que atuam nos bastidores da prefeitura de São Paulo. Carlos Augusto de Lima e seus familiares, que aparecem no comando das principais frentes do grupo Dark Horse, usavam entidades assistenciais para abocanhar contratos sem concorrência real. O dinheiro público, em vez de financiar o atendimento a famílias vulneráveis na capital, preencheu contas bancárias particulares e irrigou empresas de fachada mantidas pelos mesmos operadores do esquema.
"Sob o manto de projetos sociais, educacionais e culturais, o dinheiro do povo paulista irrigou uma estrutura que envolve o Instituto Conhecer Brasil (ICB), a Academia Nacional de Cultura (ANC) e a Conhecer Brasil Assessoria. A investigação do STF busca rastrear as impressões digitais de proeminentes figuras do PL, incluindo os deputados federais Bia Kicis (DF), Marcos Pollon (MS), Carla Zambelli (SP) e o ex-deputado Alexandre Ramagem (RJ).", diz a Fórum
O avanço das investigações coloca em xeque a conduta do secretário municipal de Assistência Social, que assinou as autorizações de pagamento mesmo diante de alertas técnicos sobre irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Carlos Augusto de Lima. O cruzamento de dados bancários feito pelas autoridades judiciais revela uma teia de depósitos fracionados que tinham como destino final cobrir despesas pessoais de agentes públicos e financiar secretamente a engrenagem de comunicação de parlamentares bolsonaristas.
Diante do volume de provas, os vereadores da bancada progressista, liderados por parlamentares do Partido dos Trabalhadores, protocolaram uma denúncia formal que exige o afastamento imediato dos servidores públicos envolvidos e a quebra do sigilo bancário de Ricardo Nunes. A oposição argumenta que o prefeito tinha conhecimento pleno do balcão de negócios instalado em sua secretaria e exige a devolução integral dos 77 milhões de reais aos cofres da cidade, classificando o episódio como um assalto ao patrimônio dos trabalhadores paulistanos.
Com informações da https://revistaforum.com.br/revista-forum/dinheiro-publico-ongs-dark-horse-77-milhoes-sp/Fórum
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