Política · Justiça

Entre censura e omissão: o papel do TSE e da mídia na campanha de 2026

Artigo analisa episódios recentes envolvendo decisões do TSE sobre canais de apoio a Lula e críticas à cobertura da imprensa sobre atos de campanha.

Foto: Lula na Avenida Paulista Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença

O cenário eleitoral de 2026 tem sido marcado por episódios que colocam em xeque a atuação de instituições e a imparcialidade da cobertura jornalística. No último domingo, 11 de outubro, dois eventos distintos evidenciaram a tensão que permeia a disputa presidencial.

No âmbito jurídico, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, determinou a retirada do ar do canal 'Soldados de Lula', liderado pelo deputado federal André Janones. A decisão, tomada a pedido de Flávio Bolsonaro, foi posteriormente revertida pelo corregedor-geral da corte, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, impedindo a censura ao canal que possui milhões de inscritos.

Paralelamente, a cobertura da imprensa comercial sobre o ato de campanha de Lula na Avenida Paulista, que reuniu uma multidão, foi alvo de críticas. Enquanto apoiadores apontam a magnitude da manifestação como um dos maiores atos da história, veículos de comunicação optaram por manchetes que minimizavam a dimensão do evento, tratando-o apenas como um encontro com apoiadores.

Para críticos, a postura de parte da mídia e de membros da cúpula do TSE reflete um desequilíbrio na condução do pleito. A atuação monocrática de magistrados e a forma como pesquisas e atos de campanha são noticiados têm gerado questionamentos sobre a lisura e a paridade de tratamento entre os candidatos na reta final da disputa.

Fonte: Brasil 247

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