Cenário inédito: Douglas Ruas comandará votação do próprio orçamento na Alerj
Governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas presidirá a Assembleia Legislativa durante a votação da LOA 2027, que prevê déficit de R$ 14 bilhões.

Foto: O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), terá sua primeira reunião oficial com o desembargador Ricardo Couto, que está à frente interinamente do governo, nesta terça-feira. Na foto, Douglas Ruas chegando ao TJ — Foto: Domingos Peixoto/Agência O Globo · Original e licença
Em uma situação inédita na política fluminense, o governador eleito Douglas Ruas (PL) acumulará, até o início de 2027, a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com a articulação de sua futura gestão. Caberá a ele conduzir os trabalhos de análise e votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, peça que definirá as receitas e despesas justamente para o seu primeiro ano à frente do Palácio Guanabara.
O desafio orçamentário é expressivo: a proposta enviada à Casa aponta um déficit de cerca de R$ 14 bilhões para o próximo exercício. Sobre o tema, Ruas afirmou que pretende discutir ajustes dentro do Legislativo, ressaltando que o objetivo é que o orçamento contemple o plano de governo apresentado à população durante a campanha.
A confirmação de Ruas como governador ocorreu no último sábado, após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), decorrente da anulação dos votos atribuídos a Anthony Garotinho. O governador eleito descartou qualquer antecipação de posse, reafirmando que assumirá o cargo oficialmente no dia 6 de janeiro, conforme prevê a legislação.
Nesta semana, Ruas iniciou as tratativas formais para a transição. Ele se reuniu com o governador em exercício, Ricardo Couto, em um encontro reservado no Tribunal de Justiça. A expectativa é que um decreto oficializando a comissão de transição seja publicado nos próximos dias, permitindo que ambas as equipes iniciem o intercâmbio de informações para garantir a continuidade dos serviços públicos estaduais.
Fonte: O Globo

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