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Coligação de Lula aciona ONU e PF contra Meta por suposto favorecimento a Flávio Bolsonaro

A coligação 'Brasil Pronto pra Mais' denuncia tratamento desigual nas plataformas da Meta e pede investigação sobre possíveis vantagens econômicas não declaradas na campanha de Flávio Bolsonaro.

Foto: Lula Crédito: Agência Senado | Divulgação · Original e licença

A coligação “Brasil Pronto pra Mais”, que reúne a Federação Brasil da Esperança, PSB, PDT e a Federação PSOL/Rede, formalizou denúncias contra a Meta junto à Organização das Nações Unidas (ONU), à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) e à Polícia Federal. O grupo aponta indícios de tratamento desigual nas plataformas da empresa, que teriam beneficiado a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em detrimento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O relatório técnico apresentado pela coligação destaca uma disparidade no alcance de vídeos entre 1º de setembro e 14 de outubro. Segundo o documento, o perfil de Flávio Bolsonaro obteve uma média de 6,68 milhões de visualizações por vídeo, enquanto o de Lula, mesmo com maior base de seguidores, registrou 4,81 milhões. A diferença de 39% no alcance é estimada pela coligação como um valor bruto de R$ 7,44 milhões em impulsionamento, montante que não consta na prestação de contas do candidato do PL.

Além das métricas de alcance, a representação cita falhas nos mecanismos de busca e na ferramenta Meta AI. A coligação relata que, em testes realizados, o sistema de inteligência artificial da empresa gerou peças de propaganda para Flávio Bolsonaro, mas recusou solicitações similares para o presidente Lula. O documento também aponta que, em buscas no Instagram e WhatsApp, perfis ligados ao senador eram sugeridos prioritariamente, enquanto o canal oficial do presidente era omitido ou substituído por sugestões da campanha adversária.

Diante das evidências, a coligação solicita a oitiva de representantes da Meta no Brasil, de Flávio Bolsonaro e do tesoureiro de sua campanha, Marcelo Lopes de Azevedo. O pedido inclui a preservação de registros internos da empresa e a cooperação jurídica internacional com os Estados Unidos para apurar possíveis infrações eleitorais, como a omissão de gastos na prestação de contas, que, até o dia 13 de outubro, somava R$ 78,6 milhões em receitas declaradas pelo candidato do PL.

Fonte: Brasil 247

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