Política · Segurança

Contratos de Flávio Bolsonaro com empresa de IA entram na mira da Polícia Federal

Grupo de advogados solicita investigação sobre pagamentos e possíveis práticas de manipulação digital na campanha do senador.

Foto: - Flávio Bolsonaro - Foto: Daniel Ramalho/AFP · Original e licença

O contrato firmado entre a campanha do senador Flávio Bolsonaro e a empresa Elytron tornou-se alvo de um pedido de investigação protocolado junto à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral. A iniciativa, movida pelo grupo de advogados Prerrogativas, busca esclarecer a natureza dos serviços contratados e a possível utilização de tecnologias de manipulação política.

O questionamento jurídico foi motivado por uma reportagem do The Intercept Brasil, que revelou documentos sobre um sistema capaz de realizar mapeamento de eleitores, disseminação de desinformação e criação de deepfakes. A denúncia baseia-se em relatos de Vincent Edward Reed, ex-consultor da Elytron, que afirma ter reportado o funcionamento da ferramenta a autoridades americanas.

Além da preocupação com o uso de inteligência artificial, os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida apontam inconsistências financeiras. Enquanto a campanha de Flávio registrou R$ 600 mil em notas fiscais da empresa e o PL declarou R$ 131,9 mil, a prestação de contas parcial do candidato indicou despesas de R$ 1 milhão com a mesma prestadora. O grupo solicita que a diferença nos valores e a efetiva entrega dos serviços sejam apuradas.

Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro negou qualquer irregularidade, sustentando que o contrato restringiu-se a serviços de proteção de dados e sistemas digitais. A Elytron também refutou as acusações, afirmando que não realiza operações clandestinas de influência política ou produção de conteúdos falsos. Até o momento, não há evidências de que a ferramenta de manipulação citada pelo ex-consultor tenha sido efetivamente utilizada pela campanha.

Fonte: Revista Fórum

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